É com a ajuda do Armandinho aquele que foi considerado um dos maiores guitarristas da sua época, que Alfredo Marceneiro regista as suas músicas na Sociedade de Escritores e Autores Teatrais Portugueses. É este que lhe escreve em pauta as suas criações, "estilos", musicais.
Muitos outros guitarristas o acompanharam, como o Carlos da Maia, Júlio Correia, José Marques (Piscalareta), Fernando Freitas, Raul Nery, Jaime Santos, Francisco Carvalhinho, Fontes Rocha, José Nunes etc.. Violistas como o Abel Negrão, João da Mata, Alfredo Marques, Martinho da Assunção, Armando Machado etc., foram outros grandes nomes associados aos fados de Marceneiro.
Foi por alturas de 1926 que começaram a vigorar os "Direitos de Autor" e foi, mais ou menos também, por essa altura que começou a obrigatoriedade de contratos escritos. Até esta altura os fadistas eram contratados apenas por palavra, não havia qualquer papel assinado, sómente um acordo verbal. Eram já nessa altura "cabeça de cartaz", fadistas como o Manuel Maria, Alfredo Correeiro, João Maria dos Anjos, Júlio Proença, Francisco dos Santos (Chico Maluco), Filipe Pinto, etc.
Os recintos para darem espectáculos tinham que ter uma licença passada pela Inspecção Geral de Espectáculos. Os fadistas tinham que ter um contrato por escrito em papel selado, com a duração mínima de cinco dias e tinham ainda que possuir o "Cartão de Artista de Variedades". Mas para que o cartão lhes fosse passado tinham de tirar o "cadastro" - hoje o certificado de registo criminal - e todos aqueles que não tivessem o cadastro limpo não eram autorizados a exercer a profissão. Os artistas tinham, também, a obrigação de submeter o seu reportório à "Comissão de Censura da Inspecção Geral de Espectáculos" e eram obrigados a exibir as letras aprovadas quando os Fiscais assim o exigiam. Quem fosse apanhado a cantar sem cartão, ou com uma letra não aprovada, ia detido para o Governo Civil, só saindo depois de pagar uma multa.
O Fado era também veículo de contestação, por isso "os poderes constituídos" criaram a Inspeccão Geral de Espectáculos que, através da respectiva Comissão de Censura, censuravam muitas letras. Eis alguns exemplos de versos censurados:
Publicado por Jorge Ferreira em março 10, 2004 01:12 PMTão estúpidos os fascistas como os comunistas!
Afixado por: Vasco Pato em março 11, 2004 07:09 PM