
No tempo dos Governos socialistas tivemos o orçamento dos telemóveis e o orçamento das ostras. Eram os tempos em que os Governos da altura justificavam a prosperidade nacional com o número dos telemóveis em circulação e com os incentivos fiscais a actividades tão familiares como a apanha das ostras para exportação e conquista de novos mercados.
Agora temos o orçamento do pudim. Com a descida do IVA para as fraldas e com as deduções para ter a cargo os idosos em vez de os encaixotar nos lares, o líder do partido pequeno da coligação anunciou ao país com a pompa e a circunstância que costuma apor nos momentos solenes das banalidades que o país tem um orçamento que é bom para o avô e para o bebé.
Ora, para quem não está recordado, este era o slogan publicitário do pudim boca doce, passe a publicidade. E o que é o pudim boca doce? É um pudim instantâneo, que na gíria da restauração se chama sobremesa de plástico, que é feita à base de água e pó, que vem num pacotinho que cheira bem mas não sabe a nada. É um pudim que fica baratinho porque não leva ovos, que não é preciso mastigar porque se desfaz na boca e que é tão inodoro que até os idosos e os bebés o podem comer. O problema é que não alimenta.
Ora é justamente este o problema político deste Governo. É um governo instantâneo, que não alimenta. Valha-nos Deus!
Se fosse do pudim ainda que vá.Se calhar vai ser o orçamento da fava.
Afixado por: PGH em outubro 25, 2004 11:21 AM