
Morre a Princesa Diana num acidente de viação, em Paris, em circunstâncias ainda hoje não totalmente esclarecidas.

É fundado na Holanda o Philips Sport Verein, o PSV Eindhoven.

Começou a construção do Santuário do Sameiro, em Braga.

Jack, O Estripador assassina a sua primeira vítima, Mary Ann (Polly) Nichols.

O Rei Henrique VIII de Inglaterra é excomungado pelo Papa.

O Rei Eduardo I ordena a expulsão dos judeus de Inglaterra.
A somar aos muitos problemas que já tinha, à Justiça aconteceu uma tragédia nos últimos dois anos: Celeste Cardona. A tarefa imediata de qualquer ministro da Justiça digno desse nome é, pois, descardonizar o sistema.
E parece que podemos ter algumas esperanças. Parece que o Governo recuou na intenção de permitir às forças policiais o livre acesso aos e-mails no âmbito da investigação criminal. E tudo porque de acordo com um parecer da Comissão Nacional de Protecção de Dados, esse acesso só é constitucional e legalmente admissível se precedido de autorização de um juiz.
Obviamente.

A sociedade mediática é uma sociedade cruel. Usa as pessoas e deita-as fora. Tira-as do anonimato e condena-as ao degredo social. Manda-as ir para fora cá dentro. Dá-lhes a ilusão da companhia quando apenas lhes está dar o anonimato certo a prazo. E sabe. E continua. A sociedade mediática é cruel e também é mórbida. O pedreiro de Barrancos fez elevar as expectativas. Agora já não serve um simplório desarmado. Tem de ser mais forte. Que tal o travesti do Big Brother inglês? O madeirense portuguesa que venceu em Inglaterra. Parece que vem a caminho. Esperemos que não da ponte sobre o Tejo ou da 24 de Julho fora de horas a disparar balas de dois inocentes gatinhos, um em cada mão.

Depois de décadas à espera que o Alqueva se construísse o Alentejo foi surpreendido por outra boa notícia. O Governo diz que vai precisar de mais cinco anos para saber que destino dar ao Alqueva, no que diz respeito à componente agrícola do empreendimento. ´Tá certo: os portugueses podem não ser grande coisa. Mas merecem tão mau?

De acordo com uma lei que saiu no Diário da República, os nadadores salvadores vão passar a ser contratados pelo Ministério do Ambiente e não, como até aqui, pelos concessionários das praias. Há verba?

Qual é a característica que une:
Magistrados judiciais
Magistrados do Ministério Público
Agentes da Polícia Judiciária
Técnicos do Instituto de Reinserção Social
Oficiais de justiça
Membros do Governo
Deputados
Agentes do SEF
Funcionários da Direcção-Geral da Fiscalização económica e
Funcionários do IDICT (Inspecção de Trabalho)?
Viajam sem pagar na CP.
E qual é a característica que une:
Militares dos três ramos das Forças Armadas
Membros da PSP
Membros da GNR
Guardas Prisionais
Sapadores bombeiros
Funcionários da Cruz Vermelha
Adidos militares estrangeiros
Oficiais e sargentos da NATO em Portugal
Pessoal do gabinete militar espanhol e
Militares da Guarda Fiscal das ex-colónias?
Viajam na CP com desconto de 75%
Resultado? Uma dívida de 27.000.000,00 de euros do Governo à empresa.
Como é que alguém no seu perfeito juízo pode esperara que a CP dê lucro?
Com a devida vénia ao Público e ao Tenente-Coronel Brandão Ferreira, que tem a seu benefício ser persona non grata no actual ministério, transcrevemos artigo publicado ontem sobre o Tribunal fantasma.
A Cerimónia Que Não Existiu
Por JOÃO JOSÉ BRANDÃO FERREIRA
Domingo, 29 de Agosto de 2004
No dia 27 de Fevereiro de 2004 o Almirante Castanho Paes - marinheiro e militar de reconhecido mérito -, foi empossado por Sua Exª o Presidente da República, como Presidente do Supremo Tribunal Militar (STM). Quase ninguém deu conta.
O facto em si é, aparentemente, estranho. Como é estranho que, sobre ele, nada tivesse vindo a público. Mas se tentarmos auscultar as mais profundas motivações de quem está envolvido nesta trama perceberemos porque é que as coisas se passaram da maneira que se passaram.
Sem embargo e para melhor situar a questão, impõe-se uma muito breve súmula histórica do STM.
O STM existe em Portugal desde 1640, mais exactamente, desde 11 de Dezembro de 1640. Este facto histórico é sem dúvida notável.
Notável, pela longevidade da Instituição; Notável, pelo facto de ter sido tal instituição criada logo imediatamente após a Restauração; Notável, porque ainda hoje algumas disposições do seu regulamento de 1643 se aplicam e não são, nem anacrónicas, nem velharias que só pela força da tradição se mantêm em uso; Notável, porque a criação daquele Tribunal Superior Militar em 1640 se inseriu no volumoso e clarividente conjunto de medidas decretadas no início do reinado de D. João IV com a finalidade de preparar a Nação para a guerra que se antevia - a da Restauração; Notável, porque um dos seus primeiros Juízes Assessores (diríamos hoje Juízos Togados) foi João Pinto Ribeiro, o insígne jurista e o grande impulsionador da Restauração; Notável, ainda porque 168 anos depois, o Príncipe Regente D. João, quando chegou ao Rio de Janeiro, em consequência das invasões napoleónicas, criou por alvará régio com força de lei de 1 de Abril de 1808 uma instituição semelhante - que é hoje o Superior Tribunal Militar Brasileiro - à qual mandou aplicar o regulamento de 1643 a que já aludimos.
Os Tribunais Militares (Supremo Tribunal Militar e três Tribunais de Instância) encontram-se instalados num edifício localizado na parte norte do Campo de Santa Clara.
Ora há cerca de cinco anos os poderes institucionais decidiram - quanto a nós muito mal -, acabar com os tribunais militares o que na altura, valha a verdade, apenas mereceu um reparo tímido do então presidente do STM, General Almeida Bruno. E daí para cá tal facto não teve quase nenhuma apreciação por parte da hierarquia militar como se esta estivesse tolhida por uma maldição incompreensível.
Como a memória dos homens é curta - e pelos vistos a das instituições, mesmo que centenárias, também o é -, o assunto caiu no esquecimento e a Assembleia da República (AR), que transporta em si os vícios nacionais, foi-se "esquecendo" de regulamentar o assunto.
Sem entrarmos nos prós e nos contras de toda esta lamentável situação - note-se que não está em causa o tratar de um problema corriqueiro, mas elaborar sobre um órgão de soberania! -, que não é hoje o objectivo do escrito, diremos que o STM ficou sem presidente em 16/3/02 aquando da saída do General Evandro do Amaral.
O lugar cabia então, dada a tradicional rotação entre os ramos, à Marinha.
Porém, o PR a quem cabe nomear a individualidade para este cargo, após ouvido o Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN)1, por proposta do Ministro da Defesa, a quem o(s) nome(s) são indicado(s) pelo CEMGFA, não se mostrava disponível para tal, escudando-se no facto da AR ainda não se ter pronunciado sobre o futuro da Justiça Militar.
O STM ficou assim todo este tempo em regime de interinato (2 anos!). Finalmente quando saiu a última legislação atrás apontada (10/12/03), a que se juntou a pressão discreta dos militares e a indignidade que representava a situação descrita levaram o supremo magistrado da Nação a dar posse ao novo presidente, a cerca de sete meses da data prevista para o encerramento do STM o que de per si, torna esta novela à portuguesa, assaz peculiar e deveria ter feito pensar o empossado duas vezes antes de aceitar.
Mas o que se passou a seguir é ainda mais preocupante. Independentemente da tomada de posse ser mais ou menos a contragosto do Dr. Jorge Sampaio, a partir do momento em que a decisão é tomada, a cerimónia deve ter o lustro e a dignidade institucional que o órgão em causa merece e o protocolo impõe. Ora não foi nada disto que se passou.
A tomada de posse foi anunciada em cima da hora. O governo não se fez representar por ninguém, idem para a AR e a GNR, os titulares dos tribunais superiores uns não estiveram presentes uns fizeram-se representar e as próprias chefias das FAs foram avisadas de véspera. O PR não contactou com o empossado e durante a cerimónia de posse, não houve discursos e foi feita a correr, tendo o "dono da casa", saído em acelerado pela esquerda baixa. Nenhum órgão de comunicação social esteve presente, sinal por demais evidente de que, sobre o evento, se quis fazer cair uma cortina de silêncio. Pelos vistos chama-se a isto Democracia.
Poderão entendê-la como tal mas há no meio disto tudo uma grandessíssima falta de educação e de respeito. Respeito por quem tomou posse, respeito pelos tribunais, respeito pela Instituição Militar, respeito por eles próprios, respeito finalmente, pelo povo português a quem supostamente as Instituições do Estado servem.
Não nos parece que, de tudo isto, saia prestígio para as instituições e os políticos, mas quem é (mais uma vez...) visada sobretudo é a IM e os militares, o que vem provar, se ainda dúvidas houvesse, que existe uma grande desintonia entre o que os responsáveis políticos apregoam e o que realmente lhes vai na alma. Que objectivos escondem estas atitudes?
O que se passou é grave e não pode ter acontecido por acaso.
Apetece dizer: tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado!
Tenente-coronel piloto aviador (Ref)
Ao mesmo tempo que defendeu "um entendimento" com Manuel Alegre,
o candidato à liderança do PS João Soares fez na noite de anteontem, em Coimbra, uma crítica violenta ao presidente do partido, Almeida Santos, chegando a acusá-lo de "ser o padrinho do desgoverno do PS". Dado que, em política, não existem palavras neutras, importar-se-á o candidato de explicar e/ou concretizar melhor esta ideia?

Estudo sobre a relevância da profissionalização dos parlamentares
Deputados portugueses estão entre os mais mal pagos da OCDE
Os deputados portugueses são os quartos mais mal pagos de entre um grupo de 20 nações pertencentes à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, mas, por outro lado, a Assembleia da República é o décimo órgão legislativo com mais custos.
Os deputados portugueses só recebem mais do que os seus colegas neozelandeses, suíços e espanhóis, indica o estudo do Instituto de Ciência Política da Universidade de Berna - apesar de qualquer dos países em causa apresentar salários médios e mínimos muito superiores aos dos restantes cidadãos portugueses. "É um estudo que pode contribuir para o debate sobre se o cargo de deputado deve ou não ser uma função a tempo inteiro, tal como nos Estados Unidos, no Canadá ou em França", explica o co-autor do estudo Wolf Linder.
No caso da Suíça, por exemplo, os deputados são os segundos mais mal pagos, o que os obriga a terem outras fontes de rendimentos.
Os deputados portugueses surgem na 16ª posição da tabela no que se refere ao número de horas dedicadas a sessões plenárias, mas sobem para sétimo lugar no que toca aos trabalhos das comissões, de acordo com uma análise do Instituto de Ciência Política da Universidade de Berna.
Combinados todos os factores, o estudo coloca Portugal em 17º lugar no índice de profissionalização, estabelecido com base em valores como o rendimento anual dos deputados, o tempo de trabalho e o nível de profissionalização dos quadros.
"É um valor determinado pelo número dos que fazem da vida legislativa e política o seu emprego principal, sendo daí que provém a maioria dos seus rendimentos", explicou Wolf Linder.
Segundo Linder, o estudo demonstra que diferentes estratégias de divisão dos deveres parlamentares, ou países com deputados mais profissionalizados (a tempo inteiro) não têm necessariamente níveis mais elevados de produtividade legislativa.
Passar para deputados a tempo inteiro obrigaria, segundo o estudo, a aumentos salariais em vários parlamentos e envelheceria os responsáveis legislativos.
Em traços gerais, o estudo sugere que o nível de profissionalização não tem qualquer impacto no nível de formação, na experiência política dos deputados nem na idade de acesso a funções parlamentares. Ao mesmo tempo, nos parlamentos mais profissionalizados, "os deputados são em média mais velhos", explica o estudo.
O estudo acaba por analisar com mais profundidade a situação em seis países - Holanda, Alemanha, Áustria, Bélgica, Noruega e Suíça - notando que os deputados holandeses recebem, em média, quase duas vezes mais do que os suíços.
O "ranking" salarial é liderado pelos Estados Unidos, seguidos do Canadá, Áustria, Reino Unido, Holanda e Alemanha. No fundo da tabela surgem Finlândia, Suécia, Portugal, Nova Zelândia, Suíça e Espanha.
A nível dos custos, a tabela volta a ser liderada pelos Estados Unidos, que gastam quase o dobro do segundo país no "ranking", a Alemanha. Seguem-se França, Austrália, Itália e o Canadá.
Os mais "baratos" em termos de custos são os parlamentos da Suécia, Espanha, Luxemburgo, Nova Zelândia e Suíça.
Os deputados ingleses são os que mais tempo passam em sessões plenárias, enquanto os luxemburgueses surgem na cauda da tabela. Os americanos lideram nas horas dedicadas às comissões e os suecos são os que menos horas dispensam a esta função parlamentar.
Com a devida vénia à Lusa
A Tabacaria Valmor reabriu. É o mais firme sinal de que o Estio entrou no ocaso.
A campanha pela liberalização do aborto em Portugal entrou numa nova fase: a fase do cruzeiro. Já não comícios, já não manifestações, já não vigílias à porta dos tribunais, já não referendos. Um simples barco. A estação do ano convida e a maleabilidade táctica é um ensinamento das revoluções.
A história conta-se em breves palavras: organizações tão representativas como a “Não te Prives: Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais”, a “União de Mulheres Alternativa e Resposta”, “Acção Jovem para a Paz” e o “Clube Safo”, decidiram promover a vinda a Portugal do barco do aborto. Esta embarcação presta informação, contraceptivos e aconselhamento e formação em educação sexual e , caso as pacientes desejem, faz abortos a bordo, deslocando-se para o alto mar para esse efeito.
Paga um aborto, faz um cruzeiro. A benesse não é, todavia, inocente. A viagem destina-se a pôr o barquito a coberto do crime e por isso viaja para águas internacionais, onde apenas se aplica a lei do pavilhão, que neste caso é a holandesa. Poucos sabem que os tribunais holandeses já proibiram o barquito de usar o pavilhão de Sua Majestade para tais desmandos. O que é que isso interessa? Não há notícias, as cassettes estão em banho Maria e uma agitaçãozinha fracturante fica sempre bem.
O problema é que mesmo à face da lei portuguesa o cruzeiro pode não estar isento de perigo jurídico-penal. É ver o artigo 298º do respectivo Código, que penaliza quem procede à apologia pública de um crime de forma dolosa. Não é, assim, claro, que o cruzeiro possa ser pacífico.
Mas o barco não é de todo inoportuno. O barco vem em boa altura para alguns.
Para o Bloco de Esquerda, que tem o problema da rentrée resolvido e poderá fazer um comício de borla. Para a Procuradoria-Geral da República, que tem a oportunidade de mostrar que não está de férias para tudo e poderá abrir inquérito. Para o Governo, que tem oportunidade de mostrar que o ministério da Defesa não serve só para comprar equipamento e dizer que está a estudar a lei que é suposto aplicar. Para o PSD, que pode dar ares de centro-esquerda e mostrar os vários partidos que existem dentro de si. Para o Primeiro-Ministro, que tem soberana ocasião de fazer uma declaração para demonstrar que não anda a reboque do CDS. O problema é Sampaio. O barquito não lhe serve para nada.
Os Mourinhos vêm jogar com o Porto para a Liga dos Campeões. Um must!

Outra alegria, dada por Rui Silva. Apesar de já terem passado dois dias, não quis deixar passar em branco a terceira medalha portuguesa em Atenas. Esperemos que não seja a última. Apesar da febre.
Quando se faz dez anos é-se dono do mundo. Adquirimos uma espécie de pré-maioridade. Mudamos de escola. Já temos dois dígitos. Já somos crescidos. Há uma euforia estranha.

Três vezes vai o Primeiro-Ministro de férias este mês. Neste ponto, finalmente, invejo-o!

É o que o Governo quer impôr ao país ao teimar em não baixar o imposto sobre os produtos petrolíferos, devido ao contínuo e progressivo aumento do preço do crude. Eu sei que dá jeito esta receita inesperada para comprar uns carritos novos para os ministros novos do Governo de continuidade (os carritos não podiam também ter continuado?...). Mas só empresas de transportes já faliram 200, o que deve ser um alívio para o artigo 35º. Foi o mercado e não o Código o culpado.

É o processo em curso no meu clube. Quem explica, quem presta contas, quem muda enquanto é tempo? Tiago vendido por causa do administrador. Ricardo Rocha no banco por causa do administrador. Os avançados não avançam e não marcam. Quem marca, Zahovic, fica no banco. Quando se perde defende-se. E para cúmulo do Azar ... Karadas para isto tudo! Só uma pequena sugestão: importam-se de pôr o novo Carlitos a jogar quando o homem tiver força? Se não fôr muito incómodo, é claro e se o administrador do Estoril, desculpem, do Benfica, desculpem, do Estoril, desculpem, do Benfica, não se importar! Anuncia-se mais um ano de sofrimento. Oxalá não se abram mais Fyss(sur)as.
Face às declarações de ontem de Pinto da Costa (desculpem não reproduzir o nome todo do senhor), que errou ao escolher Del Neri e que com Victor Fernandez é que está no rumo certo, o treinador espanhol recebeu uma boa notícia para o seu património: é que está terminado, no entendimento da sua entidade patronal, o período experimental. O que tem a maior relevância no direito laboral português. Sempre teve. Não foi conspiração do benfiquista que era ministro do Trabalho.
Linkei o Cirilus e o nimbypolis. À direita. Aqui, claro.
Matti Nykanen, 4 medalhas de ouro e 1 de prata
Paavo Nurmi, 9 medalhas de ouro e 3 de prata
Toni Nieminen, 2 medalhas de ouro e 1 de bronze
Gunda Niemann-Stirnemann, 3 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 de bronze
Chuhei Nambu, 1 medalha de ouro e 1 de bronze
Nedo Nadi, 6 medalhas de ouro
Os senhores ministros ainda não compreenderam que os portugueses estão de cinto apertado? Que os sacrifícios quando nascem devem ser para todos e que os políticos têm o dever de dar o exemplo? Então a conversa do défice é só para os outros? Bagão Félix aprova este regabofe? A ideia não era aumento zero nos orçamentos? Francamente...
Ponham os olhos no exemplo de Rui Rio, que para poupar dinheiro do erário público, mandou reparar um carro antigo que existia na Camara do Porto.
Leia aqui.

Vasco Pulido Valente decretou a morte dos Jogos, no seu artigo de sábado no DN. Que já não existem os blocos que davam sal à disputa olímpica, com o esfarelar do mundo soviético. Que a contagem de medalhas já não reflecte nada de geoestratégia e que a coisa perdeu interesse.
Eu penso que não. Penso aliás, que cada vez mais os Jogos têm interesse para perceber o mundo em que vivemos, para aferir graus de desenvolvimento dos povos e até para debater problemas fundamentais das sociedades modernas. E quanto à geopolítica, o interesse também não desapareceu. É ver o caso da disputa entre os EUA e a China, que se está a preparar para em 2008, em Pequim, tentar vencer a hegemonia desportiva americana.
Por exemplo este: devem ser as entidades públicas a meterem-se nas organizações dos Jogos, como sucedeu em Barcelona ou está a acontecer na Grécia, ou essa organização deve ser deferida a privados?
É que em Atlanta e em Sidney, os Jogos sairam muito mais baratos, do que em Barcelona e em Atenas. Até deram lucro.
Curioso será também analisar se a medalhística reflecte as ideias feitas que temos, à partida, sobre o grau de desenvolvimento desportivo dos vários países. Mas esta será análise que farei aqui no final dos Jogos.
Curioso, para nós portugueses, é o caso de Obikwelu. Os que verberaram Deco na seleção de futebol, não se ouvem agora a protestar pela medalha ateniense do nigeriano de origem. O atleta tem dado mostras de um portuguesismo que muitos outros não sabem demonstrar. E é, quer se queira quer não, uma lição de vida. Bem que os jogadores de futebol da selecção olímpica podiam pôr os olhos no seu exemplo.
Foi o que o Tomarpartido hoje ultrapassou.
A maré das cassetes esvaziou. Mas há silêncios que fazem uma barulheira dos diabos. Entretanto, o silêncio foi hoje quebrado por artigo de leitura indispensável de José Manuel Meirim, no Público.
Sugestão ao Bloco, se é que já não pensaram nisso: que tal fazer um comíciozito no cais, à entrada do barco?
Parece que para a semana vem aí um barco holandês chamado barco do aborto. Depois do barco do amor, chega o barco do aborto. As mulheres que quiserem poderão ir ao barco e fazer abortos gratuitos. Ora, entendamo-nos: isto é uma profunda aberração. O barquito, em vez de se dispôr a educar para a vida, vem flutuar no apelo ao crime. Sim, quer se queira quer não, é esta a lei.
É evidente que, à cautela, no caso das visitantes quiserem abortar, o barco desloca-se a águas internacionais. Um primor jurídico. Quem não deve ficar muito satisfeito com esta campanha são os defensores da liberalização. O ridículo mata.

Edwin Moses, 2 medalhas de ouro e 1 de bronze
Eugenio Monti, 2 medalhas de ouro, 2 de prata e 2 de bronze
Yoshinobu Myiake, 2 medalhas de ouro 1 de prata

Rosi Mittermaier, 2 medalhas de ouro e 1 de prata

Alain Mimoun, 1 medalha de ouro e 3 de prata
Georges Miez, 2 medalhas de ouro e 1 de prata
Ulrike Meyfarth, 2 medalhas de ouro

Deborah Meyer, 3 medalhas de ouro
Valery Medvedtsev, 1 medalha de ouro e 3 de prata
Mary T. Meagher, 3 medalhas de ouro e 1 de prata

Brigitte Macmahon, 1 medalha de ouro
Matthew J. Macgrath, 1 medalha de ouro e 2 de prata
Patrick Macdonald, 2 medalhas de ouro e 1 de prata

Patricia Maccormick, 4 medalhas de ouro

Patrick Mboma Dem, 1 medalha de ouro

Marjo Matikainen, 1 medalha de ouro e 3 de bronze
Robert Mathias, 2 medalhas de ouro

Hendrika Mastenbroek, 3 medalhas de ouro e 1 de prata
Paul Masson, 3 medalhas de ouro

Marco Marin, 1 medalha de ouro, 2 de prata e 1 de bronze
Eero Mäntyranta, 3 medalhas de ouro, 2 de ptrata e 2 de bronze
Valentyn Mankin, 3 medalhas de ouro e 1 de prata
Hermann Maier, 2 medalhas de ouro
Helene Madison, 3 medalhas de ouro
O locutor da RDP Antena 1 no Estádio Olímpico de Atenas não se calou um segundo enquanto tocavam o hino do país do atleta vencedor dos 100 metros, durante a respectiva cerimónia protocolar de entrega das medalhas.
É uma falta de respeito. Não poderiam ensinar ao locutor que os hinos dos países são para respeitar e ouvir em silêncio? Faria o mesmo se o hino fosse "A Portuguesa"? Se calhar fazia...
Depois da recente debandada no CDS de Leiria, eis outra, mais "cheirosa"...

O pandemónio em que foi lançada a operação de colocação de professores não augura nada de bom. As aulas que deveriam começar em 16 de Setembro, já podem começar entre 16 e 23, segundo flexibilização deste Governo. Entretanto, a três semanas da data, reina o mais profundo silêncio sobre o processo de colocação dos professores. Como Santana Lopes disse que fazia ponto de honra em que o ano lectivo começasse a horas e que iria acompanhar o processo pessoalmente, estamos descansados.

Os ministérios do CDS são os mais gastadores do Governo. Este ano a despesa total da defesa cresceu 7,9%, a da justiça, 5,3% e a da segurança social cresceu 18,3%. Assim se vê a moralidade de quem fala da necessidade de controlar o défice.
Adeus Português
Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra
duma angústia já purificada
Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor
Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver
Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual
Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal
Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser
Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti
Alexandre O´Neill

Morre o poeta Alexandre O´Neill.

O General Charles De Gaulle renuncia à Presidência da República Francesa.

Nasce o bailarino, coreógrafo e realizador norte-americano Gene Kelly.
É assinado o pacto germano-soviético de não agressão entre os representantes de Hitler e de Estaline.

Morre em New York o actor Rudolfo Valentino.

Morre o Marechal Deodoro da Fonseca, primeiro Presidente da República do Brasil.

Com a tecnologia do italiano Marconi, é feita a primeira transmissão entre um navio e terra, no Oceano Atlântico.
É abolida a escravatura nas colónias britânicas.
A Coroa cria a Aula Régia do Desenho de Figura e Arquitectura Civil.
Lentamente as coisas voltam ao normal. O Nuno já veio de férias. Agora foi o João.
O Cirilus, simpático e interessante blogue. Aqui.

Francis Obikwelu entrou para a história do desporto português, ao obter uma medalha de prata na prova rainha do atletismo e, há quem diga, dos Jogos Olímpicos. É um feito, que se soma ao record da Europa com a impressionante marca de 9,86 segundos! Melhor que Carl Lewis! Está tudo dito. E ainda estou convencido que se ele tem partido como o fez na corrida dos quartos de final, a esta hora teria a medalha de ouro. Agora, esperança para os 200 metros. As eliminatórias começam amanhã.
Christa Luding, 2 medalhas de ouro, 2 de prata e 1 de bronze
Spyridon Louis, 1 medalha de ouro
Gregory Louganis, 4 medalhas de ouro e 1 de prata
Carlos Lopes, 1 medalha de ouro e 1 de prata
Jeannie Longo-Ciprelli, 1 medalha de ouro, 2 de prata e 1 de bronze
Tara Lipinski, 1 medalha de ouro

Elisabeta Lipa, 4 medalhas de ouro, 2 de prata e 1 de bronze
Liselott Linsenhoff, 2 medalhas de ouro, 2 de prata e 1 de bronze

Omar Linares, 2 medalhas de ouro e 1 de prata
Carl Lewis, 9 medalhas de ouro, 1 de prata e 1 de bronze
Suzanne Lenglen, 2 medalhas de ouro e 1 de bronze

Eric Lemming, 3 medalhas de ouro
Sun Hee Lee, 1 medalha de ouro
Larisa Latynina, 9 medalhas de ouro, 5 de prata e 4 de bronze
Samppa Lajunen, 3 medalhas de ouro e 2 de prata
Sun Hui Kye, 1 medalha de ouro e 1 de bronze
Galina Kulakova, 4 medalhas de ouro, 2 de prata e 2 de bronze
Petra Kronberger, 2 medalhas de ouro

Ingri Krämer-Engel-Gulbin, 3 medalhas de ouro e 1 de prata
Alvin Kraenzlein, 4 medalhas de ouro
Janica Kostelic, 3 medalhas de ouro e 1 de prata
Johann Olav Koss, 4 medalhas de ouro e 1 de prata

Olga Korbut, 4 medalhas de ouro e 2 de prata
Linghui Kong, 2 medalhas de ouro e 1 de prata
Hannes Kolehmainen, 4 medalhas de ouro e 1 de prata
Rainer Klimke, 6 medalhas de ouro e 2 de prata
Franz Klammer, 1 medalha de ouro
Lasse Kjus, 1 medalha de ouro, 3 d eprata e 1 de bronze
Marja-Liisa Kirvesniemi, 3 medalhas de ouro e 4 de bronze
Mark Kirchner, 3 medalhas de ouro e 1 de prata
Charles Kiraly, 3 medalhas de ouro
Orestes Kindelan, 3 medalhas de ouro e 2 de prata
Soo-Nyung Kim, 4 medalhas de ouro, 1 de prata e 1 de bronze
Kyong-Hun Kim, 1 medalha de ouro
Jean-Claude Killy, 3 medalhas de ouro
Kipchoge Keino, 3 medalhas de ouro e 1 de bronze
Pertti Karppinen, 3 medalhas de ouro
Aleksandr Karelin, 3 medalhas de ouro e 1 de prata
Karin Kania, 3 medalhas de ouro, 4 de prata e 1 de bronze
Christina Kaiser, 1 medalha de ouro, 1 de prata e 1 de bronze
Duke Paoa Kahanamoku, 3 medalhas de ouro e 2 de prata

Não, não é uma entrada sobre o dito. É que o escândalo da casa pia é agora um blogue criado por ex-alunos daquela instituição. Linkei.

Transcrevo artigo de opinião de Manuel Monteiro, publicado hoje no Diário de Notícias, com a devida vénia ao jornal, já que o mesmo não está disponível na edição on line.
A 3ª República morreu! O sistema político vigente matou – a! O poder, o verdadeiro poder, deixou de pertencer aos cidadãos; a liberdade, tal como foi defendida a 25 de Novembro de 1975, já não existe; a isenção e credibilidade das instituições de justiça e de segurança estão postas em causa; os principais serviços do Estado não funcionam e os portugueses afastam-se, dia após dia, da vida política. Evoca – se a lei para subverter o direito e o Estado passou a ser coutada de corporações e até de interesses ocultos que, perante o espanto geral, se degladiam na praça pública, num clima de total impunidade; há quem tema pela sua segurança e pelo seu bom nome e há quem receie falar e intervir para não se expor a represálias; cresce a convicção de que existem ministros, com ligação a ex – ministros de outros governos e de outros partidos que, qual máfia organizada, decidem quem ganha concursos públicos, quem é escutado ou vigiado, quem é acusado ou ilibado; duvida-se da imparcialidade de muitas decisões políticas, atendendo às ligações profissionais passadas ou presentes de vários dos decisores; suspeita – se de algumas pessoas que, a coberto da profissão de jornalista e a mando de alguns políticos, fazem investigações privadas apenas para amedrontar adversários ou opositores.
Passámos, em suma, o limiar do razoável e nenhuma terapia é suficiente para combater o cancro que contamina e destrói a organização política da Nação. Já não está em causa o governo, este ou qualquer outro. Pouco importa se o primeiro – ministro tem muitos ou poucos seguranças, se os ministros são competentes ou inimputáveis, se os secretários de estado são inaptos ou ineptos, se os magistrados são sérios ou se estão ao serviço de alguém, se as chefias da polícia judiciária são escolhidas para defender a comunidade ou para proteger ministros, partidos, clubes ou qualquer grupo. Já ninguém liga às intervenções do Presidente da República, aos comunicados ou declarações do Procurador, às poses do Primeiro – Ministro. Já nada importa. Tudo, sem excepção, está irremediavelmente afectado. É pois tempo de reagir, de enterrar o cadáver que putrificado nos contamina e de lutar por uma Nova República, por um Novo Estado, por um Novo Regime. O combate a travar é superior a partidos, a ideologias, mesmo a políticas. É um combate que exige coragem, mas é um combate que não poderá cessar sem que a Nação vença este Estado.
É legítimo que se pense numa ruptura com este regime e que se enfrente a lei dominante, para repor o direito democrático; é legítimo que conspiremos para derrotar o inimigo que nos cerca e destruir o campo de concentração em que vivemos; é legítimo que queiramos sair do circo onde nos encontramos, para que juntos possamos de novo ser livres e para que em liberdade possamos ter confiança, justiça e ordem. Não há mais lugar a pactos dentro deste regime e vãs serão as palavras que invariavelmente reafirmam confiança a um sistema que não funciona, a instituições que estão minadas e a pessoas que estão sitiadas e não podem actuar, ou estão comprometidas e não podem agir. Pior do que um mau regime é um não regime, é um regime corroído, doente, bloqueado dentro de si próprio, incapaz de promover qualquer mudança, prisioneiro dos órgãos que criou para o servir.
Se queremos salvar a Democracia temos de implantar a 4ª República, escrever e aprovar uma Nova Constituição, mudar o sistema de poderes e alterar a orgânica das instituições de segurança e de justiça. Nunca como agora foi tão urgente um golpe no Estado, um golpe que restitua vida e credibilidade à Democracia Representativa, um golpe que devolva o poder ao povo e aos órgãos de soberania eleitos. Trata – se afinal de defender uma Revolução Pacífica, feita através de uma Assembleia Constituinte que, legitimada pela vontade popular, abra caminho a um Novo Estado, exigência cada vez maior da Nação! Esta Revolução é um imperativo para todos os Patriotas e uma necessidade para todos os Democratas. Enquanto é tempo!
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.
Inquérito.

O velho e afamado futebol português está de volta. A Federação Portuguesa de Futebol esqueceu-se de enviar as bolas para o jogo da Supertaça, que hoje Benfica e Porto disputam em Coimbra, para adaptação das respectivas equipas.
Vai daí, como uma equipa usa Nike e outra usa Adidas, joga-se uma parte com uma e outra parte com outra. Parece que estamos no Afeganistão, disse José Veiga reagindo a tanta inoperância federativa.
Não sei se a comparação é adequada. Talvez no Afeganistão neste momento as bolas que preocupam os afegãos sejam outras. Talvez balas, em vez de bolas. Agora que estamos outra vez ao nosso melhor nível, não há dúvidas. O Euro 2004 foi uma ilusão de Verão.

O Semanário de hoje diz que a recessão vai voltar no segundo semestre. E que Portugal foi o único país da Europa que passou de uma recessão para outra sem direito ao intervalinho da recuperação. Pergunto: poderão informar-me em que data é que a anterior recessão terminou?
Quando ninguém confia na Polícia, quando ninguém confia na Procuradoria-Geral da República, quando o país assiste, petrificado, entre o nojo e a descrença, a um desfile horrendo de sucessivos crimes e quando, por detrás de tudo isto existe um processo escaldante de pedofilia e, sobretudo, quando o poder político se revela impotente, inactivo, quieto e calado perante este cenário, então é altura de dizer claramente que estamos a viver uma gravíssima crise. Uma crise de regime.
E de regime porquê? Pela simples razão de que essenciais instituições do Estado de Direito democrático se tornaram suspeitas. Deixou de haver alguém que os cidadãos aceitem como última instância de segurança do regime, alguém que quando fala se acredite, alguém que seja consequente.
Alguém alvitra um inquérito parlamentar? O país ri-se à gargalhada. Quem os propõe hoje, matou-os ontem. Alguém sugere uma investigação? O país desconfia e deixa de falar ao telefone. Alguém pede responsabilidades? É imediatamente alvo de um processo! Eça de Queiroz julgava ter visto tudo. Não viu. Que pena não poder ele escrever outra Campanha Alegre.
Sinceramente já não há paciência para tratar do acessório enquanto não se resolver o essencial. A pulseira de Santana, a corrida de Sampaio com a tocha, o futebol de Atenas, a Lux em S. Bento, os dramas de Figo, tudo isso é patológico quando confrontado com a onda de criminalidade institucional que assola o país. Perante a indiferença dos responsáveis.
Exemplos:
1º Santana Lopes propôs um pacto de regime sobre a Justiça: não foi capaz de dizer para quê. Não existe uma maioria para decidir? Do que é que estão à espera? Ou não podem decidir?
2º Jorge Sampaio diz que o Procurador-Geral tem condições para continuar a sê-lo. Terá estado ausente em Marte? Ou não terá conseguido chegar a acordo com o Primeiro-Ministro sobre um novo PGR?
3º O Director da PJ sai. Os Directores solidarizam-se com ele. Ficaram todos com o novo Director. O célebre “Eu fico” tornou-se a lei fundamental da política portuguesa e à portuguesa.
No meio disto tudo só nos faltava uma novela da vida real a sério. O célebre José Maria, o primeiro herói e também a primeira vítima de um Big Brother. Pode ser premonitório. Pode querer dizer que quando se alimentam novelas da vida real em directo e ao vivo, as coisas podem acabar mal. Nunca se sabe é quando…

Absolutamente imperdível a entrevista de António Marinho Pinto à Visão de hoje. Quem se atreve a dizer que ele não tem razão? Ainda há quem diga as coisas que devem ser ditas.

A participação da selecção olímpica de futebol de Portugal em Atenas foi uma vergonha. Disciplinarmente. Desportivamente. Jogadores de alta competição, muito superiores em qualidade individual aos seus adversários, regiamente pagos pelos seus clubes, fazerem aquelas exibições e aqueles resultados é escandaloso. Alguém assume a responsabilidade?
Nos Jogos Olímpicos existem vários Jogos ao mesmo tempo. Os da alta competição e os dos atletas quase coubertianos puros, se é que ainda existem. A equipa portuguesa era constiuída pelos primeiros. Tinha obrigação de desempenho e de resultado.
É evidente que Luís Figo tem o direito de se retirar em grande. Por cima, como se costuma dizer. Mas ele não se retirou. Ficou a meio caminho. Com um pé dentro e um pé fora. Se se quer retirar que o faça e terá a minha compreensão. Se não se quiser retirar que o faça e terá a minha esperança. Assim é que não.
O comunicado de ontem de Luís Figo é uma perplexidade. Certamente ocupado nas girândolas de marketing merengue inter-planetárias, certamente maçado por tanta competição, Figo ontem pareceu daqueles políticos dos maus, que volta não volta, saem para entrar, quando mais lhes convier.
Parece, repito, parece, que Figo não está para se maçar a ajudar Portugal a qualificar-se para a fase final do Mundial de 2006. Mas que não desdenharia, feito o trabalhinho pelos seus colegas, ir apanhar as canas à Alemanha. No fundo, Figo vem dizer aos seus adeptos e ao país que é de outra galáxia. Que não se quer misturar mais nas contrariedades das qualificações, dos amistosos, dos treinos e dos estágios.
O que dirão os seus colegas, se conseguirem a qualificação sem Figo, ao verem chegar o jogador para a solenidade da fase final? Costuma dizer-se que quem quer o lombo tem de cortar a peça...
Curiosamente esta posição surge após o anúncio pelo Real Madrid que não pretende renovar o seu contrato. Coincidências.
Dito isto, diga-se igualmente que obviamente Figo já tem um lugar único no futebol português e mundial, que conquistou por esforço e mérito próprios. Mas uma coisa é o atleta. Outra é o homem. Gosto do primeiro. Mas o segundo, ultimamente, assumo, tem desiludido.
Concorde-se ou não com as suas ideias, parabéns a um excelente blogue.
Como se percebe pela primeira entrada do dia, não é por acaso.

É fuzilado pelos nacionalistas em Granada, no início da Guerra Civil espanhola, o poeta e dramaturgo espanhol Frederico Garcia Lorca.

Plebiscito ratifica Adolfo Hitler como Fhürer da Alemanha.

Esta gravura de 1947 de Almada Negreiros, representando o contador, hoje ex-libris da instituição, serve para assinalar o estabelecimento do Tribunal de Contas em Portugal.

O francês Louis Daguerre apresenta oficialmente aquela que é considerada a primeira máquina fotográfica, o daguerreótipo).
Pois é verdade, caros amigos: desceu uma coisinha: o crescimento do desemprego. Confiram.

Luís Figo anunciou hoje uma pausa na sua colaboração com a selecção nacional, deixando em aberto a possibilidade de voltar. Por outras palavras: qualifiquem-se, que eu tenho mais que fazer. Depois se precisarem de mim, talvez venha dar uma ajudinha.
Não sei se é bonito!...
Lesões
Clima
Organização
Condições
Pressão
Falta de apoio
Má disposição
Sorte
O Verão tem destas coisas. Dá para vaguear. Esta foi uma boa descoberta. Linkei. Como esta, do outro lado do Atlântico.
A Polícia Judiciária já descobriu quem assaltou a casa do seu ex-Director Adelino Salvado e lhe roubou a pistola?
«Não penso ser alguém que deve estar à experiência 30 dias», Luigi Del Neri.
Hoje adicionei links para os seguintes blogues: o histórico abrupto, o excelente almocreve das petas, o curioso batata quente, o atractivo intimista, a por vezes esquecida pátria lusa, o estudioso estudos sobre o comunismo, os novos golpes de vista, o interessante bloguítica, o estimulante lusitana santa liberdade, o socialista causa nossa, o adormecido causidicus, o poético linha de cabotagem e o futebolisticamente incontornável terceiro anel. Tudo à direita, salve seja, na coluna respectiva.
Confesso: sinto-me culpado. Nunca defendi que não devíamos incomodar as nossas jovens estrelas futebolísticas com a maçada de representar Portugal em Atenas. Por isso sou culpado. Sou culpado de eles estarem lá.
O défice orçamental do subsector Estado baixou 19,4 por cento para 3881,2 milhões de euros nos primeiros sete meses de 2004, revelou ontem a Direcção-Geral do Orçamento. Este saldo global resulta das reduções dos défices corrente e de capital. O primeiro melhorou 29,3 por cento homólogos para 2087,7 milhões de euros e o segundo 3,7 por cento para 1793,5 milhões de euros.
MAS, E HÁ SEMPRE O "MAS"
Contudo, o texto reconhece que "a despesa corrente, que regista um crescimento homólogo de 2,7 por cento, tem subjacente um acréscimo da despesa corrente primária de 4,2 por cento e uma redução dos juros e outros encargos de 6,2 por cento. O Orçamento do Estado para 2004, previa um crescimento de 1,4 por cento da despesa corrente, resultante de um acréscimo de 2,1 por cento na despesa primária e de uma contracção de 3,9 por cento nos juros. Ou seja, como salienta a própria DGO, o crescimento da despesa corrente com e sem juros, está a ocorrer a um ritmo que é o dobro do orçamentado.
SE O MEU AVÔ NÃO TIVESSE MORRIDO AINDA HOJE ERA VIVO
A nota oficial salienta que o crescimento da despesa corrente primária foi "fortemente influenciada pelo comportamento dos encargos suportados pelo Orçamento do Estado com o financiamento do sistema de segurança social da Função Pública" e do regime de consignação da receita de IVA para a Segurança Social, já que, retirados esses efeitos, a despesa corrente primária seria, respectivamente, de 3,5 e de 3,7 por cento.
HÁ QUE DAR O DESCONTO DEVIDO
Quanto à receita corrente, que aumentou 8,4 por cento, foi inflacionada por um atraso nos reembolsos de IRS e um pagamento por conta de IRC a mais (diferente do verificado em 2003). A entrada de impostos cresceu 8,1 por cento, influenciada pelo crescimento da receita dos impostos sobre o rendimento de pessoas e empresas (12,7 por cento) e sobre a despesa (4,8 por cento). Mas retirados os reembolsos de IRS, a receita desse imposto teria crescido apenas 3,9 por cento e, consequentemente, a receita fiscal global 4,9 por cento.
O MANTO DIÁFANO DO SILÊNCIO
Pergunta-se: os valores de Julho incluem as quantias cobradas de dívidas fiscais em execução e que foram remetidas ao Citigroup para pagar a entrada extraordinária de 1,765 mil milhões de euros em 2003, por conta da totalidade das dívidas fiscais colocadas nos mercados internacionais? O anterior Governo ficou de fornecer esses elementos em Junho passado, mas não o fez. E o actual Governo ainda não os divulgou. Por outro lado, os primeiros sete meses do ano têm representado, ao longo dos últimos anos, cerca de 56 a 58 por cento da receita global, o que, face ao valor da receita de Julho, parece prenunciar que a receita global possa ficar abaixo da meta de 2004.
CONCLUSÃO: O PRÓXIMO GOVERNO CONTINUARÁ A DIZER QUE A CULPA É DE D. AFONSO HENRIQUES QUE NÃO TINHA NADA QUE SE TER ZANGADO COM A SENHORA SUIA MÃE!

Agora que o assunto está na berra convém ter alguma informação acerca dos mandatos do Procurador-Geral da República. Antigamente o mandato do Procurador-Geral não tinha um limite temporal, situação que se alterou com a revisão da Constituição em 1997 e que foi consagrada na revisão de 1998 da Lei Orgânica do Ministério Público. Esta veio fixar em seis anos o prazo para o exercício do mandato.
Cunha Rodrigues exerceu o cargo durante cerca de 14 anos, por ter sido sucessivamente reconduzido com o acordo tácito de vários primeiros-ministros (Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres) e três Presidentes da República (Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio).
A definição de um limite temporal foi preconizada por Cunha Rodrigues, visando evitar que, a exemplo do que tem sucedido em outros países, nomeadamente em Espanha, a função seja desempenhada num curto lapso de tempo por vários magistrados, que vão sendo afastados de funções à medida que desagradam à maioria no poder.
Em Portugal, nas últimas três décadas, houve quatro procuradores gerais da República : Pinheiro Farinha (1974 -1977), Arala Chaves (1977-1984), já falecidos; José Narciso da Cunha Rodrigues, de 11 de Setembro de 1984 até 6 de Outubro de 2000, data em que foi empossado Souto Moura.

Os primeiros dias de competição mostraram a emergência da China como potência desportiva mundial, a decepção americana a perder o domínio em várias modalidades (3ª derrota de sempre em basquetebol frente a Porto Rico, fracasso na natação, desilusão de Michael Phelps que pretendia igualar o lendário Mark Spitz, derrota para a África do Sul na estafeta 4x100), as decepções alemã e britânica. A Grã-Bretanha cometeu até agora o feito de ter tantas medalhas e da mesma qualidade como... Portugal: uma de prata.

Da autoria de Sara Pina.
Da mesma autora com a devida vénia ao Barnabé que se deu ao trabalho de transcrever:
Correio da Manhã – Posso escrever isto? Fonte do MP? Correcto?
Sara Pina – Pode o quê?
CM – Fonte do MP, soube o “Correio da Manhã”.
SP – Não pode pôr fonte nenhuma.
CM – Fonte próxima do processo e está a andar.
SP – Não pode.
CM – Fonte próxima do processo e…
SP – Não pode. Isso muito menos.
CM – Então, pronto, soube o “Correio da Manhã”, o “Correio da Manhã” apurou junto de qualquer coisa (…)
SP – Isso pode pôr.
CM – Tanto que, ao contrário de…
SP – Ponha assim, o “Correio da Manhã” apurou que é mais do que uma criança, pronto, mas não põe fonte nenhuma, nem judicial, nem do MP e muito menos fonte do processo, senão sou morta na segunda-feira.
CM – Tá bem, não morre nada.
SP – O “Correio da Manhã” apurou.
CM – O “Correio da Manhã” apurou que (…)
SP – Não ponha fonte nenhuma senão nunca mais lhe dou uma informação.
CM – Tá bem Sara, obrigadinha.

Assim se começou por chamar o hoje famoso Manchester United, que acaba de perder o primeiro jogo da Liga inglesa para o Chelsea de José Mourinho. Foram agora encontradas as primeiras imagens de um jogo do Newton Heath, com 102 anos de idade, logo a seguir à mudança de nome do clube. As imagens estiveram a ser restauradas durante quatro anos e vão ser agora exibidas pela BBC 2.

A medalha de prata conquistada por Sérgio Paulinho em Atenas é apenas a 18ª medalha olímpica portuguesa. É um feito desportivo. Num país pobre que vive actualmente de saudades (de Carlos Lopes, de Rosa Mota, de Fernanda Ribeiro...), este é sempre um acontecimento. A medalha aconteceu sem promessas, sem expectativas, sem basófias pré-competição. Sem desculpas sobre o calor, sobre a falta de tempo para preparação, sem a ladaínha das condições e com uma humildade também pouco portuguesa. E as bandeirolas que em Junho enfeitaram Portugal? Ficaram na despensa?
Faz hoje um aninho de vida um dos melhores blogues da PBP (paisagem blogosférica portuguesa).Na minha opinião, claro. Ao Ecléctico e à Margarida os parabéns do Tomarpartido.
É o que estou a fazer à coluna da direita onde estão os links do Tomarpartido. Em breve mais partidos surgirão.
É procalamada a independência do Gabão.

Nasce em Trindade o escritor V. S. Naipaul, Prémio Nobel da Literatura em 2001.

É criada a Companhia Francesa do Canal do Panamá.
É assinado o acordo de paz enmtre a Rússia e a Suécia, em Abo, que leva à cedência à Rússia de uma parte da Finlândia.

É assinada a paz de Bérgerac, que põe termo à sexta guerra religiosa em França.

Do Algures Aqui (link à direita).

Foram as faltas no jogo amigável de ontem entre o Boavista e o F. C. Porto. Deu para ver o que a casa gasta. À sarrafada do Porto vai juntar-se na próxima época a sarrafada do Boavista.

Morre Idi Amin Dada, na Arábia Saudita, país onde se refugiara. Antigo Presidente do Uganda entre 1971 e 1979, ficou conhecido como "O Carniceiro de África".

Morre o cantor norte-americano Elvis Presley, em Memphis, no Tenessee, nos EUA.

Nasce no Porto o poeta António Nobre.
Os EUA vencem as forças britânicas na batalha de Bennington, na Guerra da Independência.

Onde será que se podem encontrar beatas de cigarro, pilhas gastas, caroços de pêssego já roídos por humanas mandíbulas, mostruário de embalagens de iogurte vazias, latas sem tara de seven up e fanta? Não, não é em nenhuma loja de chineses ou dos trezentos. É na praia de Carcavelos, é claro! Cuidado, a fotografia é enganadora.
O ministro do Ambiente já divulgou a sua declaração de rendimentos e de incompatibilidades, conforme prometeu quando se levantou a questão das suas ligações a empresas do sector? E a imprensa que tanto barulho fez com isso já se esqueceu do assunto? E os Verdes, que parecem cada vez mais verdes, também já se esqueceram? Como duram pouco os assuntos em Portugal...

Está a campanha eleitoral interna do PS para a eleição do novo secretário-geral. Quem estiver interessado é consultar os sítios de João Soares, Manuel Alegre e José Sócrates.
PS, PSD e CDS desistiram daquela realização épica de Agosto que se chamava rentrée. Estamos todos agradecidos.
Não há como voltar de férias para ficar animado com a retoma tão anunciada pelos nossos governantes. 12,7 milhões de desempregados na União Europeia. 6,5 % de desmprego em Portugal (crescimento d e0,2 % em relação ao último mês).

Nos termos dos artigos 104º a 110º do Código do Trabalho, este senhor da fotografia, chamado Victor Fernandez encontra-se neste momento à experiência nas funções de treinador do F. C. Porto.
Mais um execelente artigo de Nicolau Santos. Indispensável.
Não há mal que sempre dure nem há há bem que nunca acabe. As férias estão na segunda categoria. Acabaram. Por agora. Vantagem: gozar ainda um tempo calmo em Lisboa. Há lugar à porta para o carro, há mesas à escolha nos restaurantes, há pouco ruído nas ruas. O problema é que o trabalho parece não compreeender esta calmaria...
O Tomarpartido decidiu tomar partido pelas férias!Quem me quiser encontrar é favor dirigir-se ao Vale da Velha, em Altura, no Algarve! Até breve...