De partida para mais umas mini-férias, o Tomar partido deseja a todos os seus leitores e amigos um Ano Novo cheio de paz e de felicidade.
"Voltar a Acreditar", pede o PS. Na tralha guterrista? Ou em Santana Lopes, já que para um humanista centrista com são os PS's, toda a gente merece uma segunda oportunidade?
Se Henrique Chaves fôr candidato, a esquerda vota nele como forma de reconhecimento?
Para se ser mandatária distrital no PSD pode ter-se as quotas em atraso?
Quando se faz asneira no Governo com cedências a Bruxelas em matéria de interesse nacional no que às pescas diz respeito, não resta alternativa senão ser candidato pelo interior, como em Portalegre, por exemplo... bem longe de barcos, de pescadores e de peixes.
Se a Nova Democrcacia tivesse ido nas cantigas coligacionistas do PSD, com o resultado obtido nas eleições europeias, valia dois deputados nas listas. Ainda há alguém com dúvidas de que o resultado foi jeitoso?...

Foi só há um ano. Também por alturas do Natal. Um sismo devastador causou dezenas de milhares de mortos em Bam, património mundial da Humanidade, no Irão.
As ladaínhas do costume e as carpideiras mediáticas de serviço, cumpriram o seu papel. Os benfeitores da humanidade prometeram a ajuda tradicional, mesmo a tempo dos telejornais. Um ano depois a cidade está por reconstruir, as pessoas continuam a viver em tendas e as boas intenções da época estão por concretizar. É preciso guardar distância das promessas, desconfiar da excitação mediática, e lutar nem que seja contra o esquecimento.
Daqui a uns dias o tsounami estará esquecido, os cheques ter-se-ão perdido pelo caminho, a reconstrução, excepto das zonas turísticas, claro, estará a andar a passo de caracol, até que outra tragédia venha ocupar o seu lugar.
Um belo texto de Justin Raimondo em O Indivíduo.
Os candidatos dos distritos da raia têm necessariamente de representar interesses espanhóis?
Sempre vai haver listas conjuntas do PPD com o PSD?
Já não há ninguém no PSD de Braga que queira mesmo ser deputado?
A viuvez passou a ser uma via de acesso à carreira política?
Afinal D. Constança sempre vem para a festança...

Impossível falar de outra coisa. A catástrofe impõe-se, totalitária, diabólica, impensável. O sismo e o maremoto que devastaram o Sudeste Asiático dão muito que pensar.
Como é que foi possível que países cheios de telemóveis, de computadores e de altas tecnologias não tivessem sido capazes de, em duas horas, prevenir milhares e milhares de seres humanos de que vinham a caminho ondas assassinas?
Como é que é possível passar sem reacção oficial o facto de se ter ficado a saber hoje que o Instituto de Meteorologia não dispõe de meios de alerta para uma situação idêntica que eventualmente venha a atingir Portugal?
Como é possível que os cidadãos continuem a não saber se as instituições fiscalizam as regras de construção anti-sísmica quando atribuem licenças de construção e se elas são efectivamente cumpridas?
Por que razão Governo, Assembleia da República e Câmaras Municipais não debatem e esclarecem o país sobre este assunto?
Definitivamente não apetece guardar lugar às carpideiras nacionais das tragédias…, que se revelam muito perspicazes e sabedouras depois das coisas acontecerem. Até porque também elas podem não sobreviver.
Em 1755 as águas chegaram então ao que é hoje o Marquês de Pombal, em Lisboa. O ano que vem é uma boa altura para enfrentar sem receio, sem segredo e sem rodriguinhos o problema da prevenção sísmica em Portugal.

A tragédia do sudeste asiático veio trazer outra vez para as agendas mediáticas o problema dos sismos e da preparação para fazer face às tragédias que lhes andam associadas.
Habituados a lidar no dia-a-dia com os tabus e os tabuzinhos dos políticos, nem nos apercebemos por vezes dos tabus verdadeiros que existem na sociedade portuguesa.
Um dos mais graves, reais e preocupantes é o tabu que existe acerca da prevenção sísmica. É certo que ninguém gosta de falar de desgraças e que o tema não é certamente o mais apetitoso para animar o debate político ou as conversas de café. Mas a verdade é que no prevenir é que está o ganho.
Não se sabe nada acerca do que está ou não preparado para acorrer a situações da catástrofe. Sabe-se que o risco existe. Sabe-se que Lisboa é atreita à desgraça. E já para o ano, celebram-se os 250 anos do terramoto de 1755, que arrasou a cidade e muitas localidades costeiras de que se fala menos.
Perguntas óbvias e de esclarecimento elementarmente devido aos cidadãos estão persistentemente por responder.
Se ocorrer um maremoto em consequência de um sismo com epicentro no oceano dispõe a nossa Protecção Civil de meios de detecção das ondas e de evacuação das faixas litorais? As Câmaras Municipais das cidades mais em risco, como é o caso de Lisboa e dos concelhos do Algarve, têm tratado do assunto, ao menos nos intervalos das discussões sobre as rotundinhas com que gostam de enfeitar a rede viária?
Relativamente à construção de edifícios estão a ser respeitadas as regras de construção anti-sísmica? A aprovação dos projectos e a atribuição de licenças de construção prevêem a observância destas regras? Existe fiscalização no sentido de saber se as regras são efectivamente respeitadas na construção civil?
Existirão estudos, planeamento, meios para socorrer as pessoas numa eventualidade?
Ninguém sabe.
Há alguns meses a Nova Democracia, preocupada com o assunto, dirigiu-se às instituições fazendo estas e outras perguntas. Sugeriu inclusivamente à Assembleia da República que realizasse uma audição parlamentar dedicada inteiramente ao assunto da prevenção sísmica. As reacções foram de olímpica indiferença. Nós só gostamos de debater os problemas quando eles acontecem. Queixarmo-nos do destino. Cantar a fatalidade. Será inevitável que seja sempre assim?
Nasceu este Natal. Bela prenda para a Arte de Opinar. Parabéns ao pai e à mãe!
... ler A Raiva Incontida. Sem comentários adicionais para não estragar.
O Dexteravox. Um blogue que toma partido, embora nem sempre pelos meus partidos.

É o que deseja o Tomarpartido a todos os leitores e amigos. E agora, umas mini-férias. Vou tomar partido pelos doces da época.

O Natal da foca, em San Diego, EUA.
Um conselho para as legislativas que aí vêm. Via sobre o tempo que passa.

Rosto de Pai Natal em Changchun, capital da Província de Jilin, Noroeste da China: 17 metros de largura, 25 de comprimento e 80 de altura, inteiramente esculpido em gelo.
Partiu um homem bom. O Senhor Artur Correia, da Merceana, bom amigo, bom exemplo. Antigamente havia os homens bons das terras. Militavam abnegadamente no bem comum. Faziam sacrifícios pelos vizinhos. Eram exemplo e referência a seguir. Não queriam comendas, agraciamentos ou condecorações, tão em voga nos dias medíocres que correm. Ele recusou-as sempre. Ganhou o céu.
Este Governo não cairá porque não é um edifício; limpa-se com benzina porque é uma nódoa. Nem no Natal estes rapazes dão descanso ao ridículo. Será que a guerra civil na direita vai passar a guerra química?
As pescas são assunto de terra e não de mar. Se assim não fosse o ministro dos assuntos do mar teria tido um pingo de indignação com o que sucedeu ontem em Bruxelas. É preciso lembrar que o heterónimo de Portas andava de palmeta na mão e fazia manifestos contra Ema Bonino, então comissária europeia das pescas, proclamando o homicídio bruxelense das pescas portuguesas. Lembro-me bem de um almoço que tivémos os três com o empresário Manuel Ramirez e do que então parecia ser a indignação do hoje notário dos assuntos do mar acerca do que as autoridades portuguesas consentiam a Bruxelas.
A pergunta que me ocorre é se nas próximas eleições legislativas Portas terá coragem de se candidatar outra vez por Aveiro...
O acordo obtido nas pescas no Conselho de Ministros da UE representa mais uma facada nas pescas portuguesas. Menos quatro dias de faina por mês. O ministro do sector diz que os objectivos foram atingidos. Só podemos deduzir que o Governo quer acabar com o que resta das pescas portuguesas.

Graças a um fora de jogo não assinalado pelo árbitro, o F. C. Porto não perdeu ontem com o Marítimo. Se fizermos as contas só desta época e contando apenas o monumento de Olegário e o de ontem, já lá vão quatro pontinhos que não deviam ter. Aguardo um novo tratado sociológico sobre o Estado Novo e o Benfica do CAA.
O Parlamento egípcio aprova a proibição da flagelação dos prisioneiros.

Nasce em Oklahoma, nos EUA, o trompetista de jazz Chet Baker.

Nasce em Moguer, Huelva, espanha o escritor Juan Ramon Jimenez, Prémio Nobel da Literatura em 1956.
O Sultão da Turquia concorda com a unificação da Moldávia e da Valáquia, que passam a constituir a Roménia.
É a sugestão do João Miranda para votar em democracia.
... de que os Orçamentos do Estado são falsos.
O suplemento onde o Governo explica a aplicação das verbas do Orçamento de Estado (OE) de 2005 publicado esta quarta-feira em vários jornais diários custou 100 mil euros, indicou o ministro de Estado e da Presidência, Nuno Morais Sarmento. Será que não têm mesmo vergonha?
O episódio das receitas extraordinárias para mascarar o défice veio mostrar à evidência que uma das ideias da propaganda do CDS é rotundamente falsa. Essa ideia é a de que os ministros do CDS são supostamente uns santos ao pé dos do PSD.
Já não bastava termos tido a pior ministra da Justiça desde o 25 de Abril pela mão do CDS que fez da justiça uma coutada para ricos; já não bastavam as trapalhadas da Moderna, que fizeram de Portas um político sem credibilidade; já não bastavam as trapalhadas da Arrábida, que fizeram de Nobre Guedes um político com mau ambiente; e já não bastava o puro gasto de dinheiro que foi a invenção de um ministro do turismo que só existe quando viaja; já não bastava isto tudo, para agora descobrirmos que existem dois ministros das Finanças.
Sim. Dois. O que se sentava à mesa do Conselho de Ministros com Manuela Ferreira Leite e é solidário nas decisões tomadas por esse Governo. E o que se senta agora em conferências de imprensa patéticas desculpando-se dos seus erros com o que a ex-colega fez. Um primor de princípios estes CDS’s.
Ao arrepio da quadra natalícia, a direita instalada no poder entrou em guerra civil. Com a decisão de concorrerem separados às próximas eleições legislativas, o CDS e o PSD traçaram um caminho irreversível de mau espectáculo permanente. Acusações entre ministros, desconfianças graduadas em políticas, esbanjamento de dinheiro transformada em comunicação.
Ao defender a ideia de que se PSD e CDS tiverem mais votos, mesmo que que seja outro o partido mais votado, Jorge Sampaio deve chamar a defunta maioria para formar Governo, o CDS tenta eliminar o voto útil no PSD. Mais uma vez o PSD caiu que nem um patinho.
A actuação dos membros do Governo ainda em funções transformou-se num concurso de eleitoralismo e numa competição para ver quem é mais eficaz a tramar o parceiro com que ambos dizem querer regressar ao poder.
Santana Lopes não prescinde de aparecer a exibir os episódios negativos dos ministros do CDS. Como quem diz: “Vêem? Os ministros do CDS asão tão maus como os do PSD!”. Paulo Portas não perde uma oportunidade de dizer que os seus ministros eram bons e que os do PSD é que não prestam. Deve ser uma delícia assistir a um Conselho de Ministros. Mais a mais agora, em que afinal se descobriu que o emblema do rigor do CDS, o ministro Bagão Félix, mostrou o que realmente vale.
O resultado foi o espectáculo deprimente de ver Bagão Félix a criticar Manuela Ferreira Leite, de quem foi colega de Governo e com quem é constitucionalmente solidário nas decisões tomadas pelo Governo a que ambos pertenceram. Mesmo na decisão que foi criticada na mais patética conferência de imprensa dos últimos meses.
Os últimos três anos mostraram bem como maioria no Parlamento pode ser sinónimo de instabilidade no Governo. Ter mais deputados que os outros não significa ter bons ministros, nem ser capaz de fazer bons Governos. Mas o drama é que esta maioria somou à incompetência de muitos o mau exemplo dos principais.
Nos últimos três anos fomos governados como se o país fosse a Lapa e o Governo um chá das cinco. Não foi necessário oposição. As comadres derrubaram-se a si próprias num exercício confrangedor de autofagia política.
Agora, que vamos entrar numas mini-férias de Natal, tempo propício à reflexão, esperemos que os portugueses pensem bem e decidam não premiar com o voto em Fevereiro todos aqueles que mostraram não o merecer.
No encarte a explicar o orçamento que o Governo decidiu pagar nos jornais de hoje, fica absolutamente demonstrado que nem na propaganda este Governo acerta.
Eu compreendo o estado em que devem andar os adeptos do Futebol Clube do Porto. Mas parece-me que eles devem ser os últimos a poder falar de árbitros nos tempos que passam.
Tudo aquilo que acusam o Estado Novo de ter feito pelo Benfica podemos nós acusar o Novo Estado de ter feito pelo F. C. Porto. Talvez mais ainda. Talvez fosse aconselhável meditarem nas razões que conduziram ao fenómeno de em Portugal não se gostar do clube, como recentemente se queixava Vítor Baía, um bom guarda-redes (nós por cá temos amor clubístico mas não somos fanáticos) que ainda joga no F. C. Porto.
Sinceramente não sei se Rui Rio é ou não um bom Presidente de Camara, porque não vivo no Porto. Mas do ponto de vista da saúde da democracia, é verdadeiramente corajoso afrontar, como ele tem feito, o Partido Único que durante anos, independentemente das cores partidárias, tem mandado no eixo Gaia-Porto.
Ou será que, afinal, nem estes tempos passam? Se mesmo assim eles insistirem em falar dos árbitros, então o melhor é desejar-lhes mesmo um Santo Natal, que bem precisam. E como vivemos em tempos de paz, um Feliz Natal também ao Sr. Olegário Benquerença.
E já agora desmascarem o Pai Natal, coitado, que não tem culpa nenhuma e que manifestamente não gosta de azul.

No próximo domingo espero que este homem vença as eleições presidenciais na Ucrânia.
A mulher de César e Luís Guedes. No Bloguítica.
O ministro das Finanças, que anda à procura de receitas extraordinárias, não quererá tentar evitar despesas extraordinárias?...
«Não há qualquer derrapagem nas contas públicas».
Bagão Félix

Indecorosa foi a substituição de Moreira na baliza do Benfica depois do jogo com o Belenenses, onde, apesar do resultado fez uma exibição excelente. Como Moreira agora é suplente no Benfica, é certo que Scolari o vai chamar à selecção nacional, uma vez que tem por hábito chamar para suplente do seguríssimo Ricardo o guarda-redes suplente do Benfica.

Encerra a Porto 2001, cidade escolhida, em parceria com Roterdão, para Capital Europeia da Cultura desse ano.
Começam a ser comercializados os primeiros telefones com televisão fabricados na Europa.
Início da revolução na Pérsia.

São aprovados os Estatutos da Real Companhia de Caminhos de Ferro, antecessora da CP. Na imagem a estação de Alcantara.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa cria o Joker, concurso que decorre em simultâneo com o Totoloto.

Um Boeing 747 despenha-se sobre a localidade escocesa de Lockerbie, provocando a morte de 257 passageiros e 17 habitantes da aldeia. O atentado foi reivindicado pelos Guardiões Islâmicos.
O Supremo Tribunal dos EUA considera inconstitucional a segregação racial nos autocarros.

Nasce em Gori, na Geórgia, Josef Vissarionovich Djhugachvili, mais conhecido por Estaline.

Os navegadores portugueses João santarém e Pedro escobar descobrem a ilha de S. Tomé.

A despesa pública aumenta. O défice do Estado aumenta. O desemprego aumenta. Os preços dos bens essenciais aumentam. A electricidade, como já aqui assinalei, aumenta brutalmente. O défice da balança comercial aumenta. Os sem abrigo aumentam. As pessoas com fome aumentam. Ainda este fim de semana o Jornal de Notícias fazia manchete com o drama social do Vale do Ave.
Mas Portugal tem a maior árvore de Natal da Europa, em frente aos olhos do Presidente Sampaio, numa ostentação ridícula, e vai ter o maior fogo de artifício do mundo, numa catarata pirotécnica de 140 metros de altura, no dia 31 de Dezembro, na Torre Vasco da Gama. Somos os maiores!
Há algo de errado em Portugal, que é preciso denunciar. Perdeu-se o sentido das proporções e perdeu-se o pudor social relativamente aos mais desfavorecidos. Somos os maiores na ostentação, mas estamos cada vez mais pobres e cada vez mais necessitados. O país vive uma situação pré-pompeica, em que o Vesúvio é a pobreza e a fome.Haverá alguém que ponha ordem nisto?
Há qualquer coisa que não bate certo.
«[É] preciso não esquecer aquela máxima de que à mulher de César não basta parecer honesta, também é preciso sê-lo», afirmou a Secretária de Estado da Cultura ao jornal A Capital. Prendinha de Natal para a jovem: um livrito de máximas e de citações, assim como o do chefe, para dar entrevistas. (via Bloguítica)
Más notícias da polícia económica de Bruxelas. A criatividade orçamental de Bagão Félix, o must de qualidade do CDS no Governo, ruiu.
Esta entrada do Gabriel Silva. De facto temos o kitsch de mau gosto elevado à categoria de ministro. A vulgarização das condecorações tem sido uma política afanosamente seguida por todos os Presidentes da República e agora copiada de forma injustificada e, cheira-me, eleitoralista.
O Professor Paulo Otero é o mandatário nacional da Nova Democracia nas próximas eleições legislativas. A qualidade humana e o prestígio académico deste bom amigo é uma prova cabal de que a Nova Democracia não é o que os seus inimigos dizem que é e gostariam que fosse.

O défice das contas públicas em 2004 deverá atingir os 5%. A despesa cresce 7%, mais do dobro da economia em geral. Nu e cru o falhanço da política dos últimos três anos.

Os preços dos transportes públicos de passageiros só deverão aumentar em Abril do próximo ano. Para já, no âmbito da revisão trimestral das tarifas indexada à oscilação dos preços do gasóleo, não há aumentos nas tarifas até final de Março, adianta hoje o Correio da Manhã.
O Governo entendeu que as variações na cotação do petróleo nos últimos três meses não justificam uma actualização/subida dos preços dos transportes em Janeiro.
É que a revisão trimestral do tarifário decorrente da flutuação do preço do gasóleo chegou a um valor inferior ao 1% acordado entre os operadores para aumento dos preços do passes e bilhetes.
Em consequência disso, não haverá mexidas nos preços dos transportes públicos de passageiros, adianta o jornal, referindo garantia dada pelo secretário de Estado dos Transportes, Jorge Borrego.
Começou a caça ao voto. Até ás eleições, Santana Lopes vai fazer tudo para sarar os golpes das facadas e devolver as lâminas à procedência. Continua a desorientação, a falta de rumo e o desnorte, acrescidos agora da mais descarada demagogia, no sentido pejorativo do termo.

Depois de 442 anos sob administração portuguesa, Macau regressa à soberania chinesa, saindo assim da Ásia a última potência administrativa europeia.

Morre em Nova Iorque o escritor norte-americano John Steinbeck, Prémio Nobel da Literatura em 1962.
É criada a Agência Europeia de Energia Nuclear.
É criado o Comité Olímpico de Portugal. Veja aqui.
É publicada a primeira reforma do ensino técnico em Portugal.

É adoptado em França o calendário gregoriano. O calendário gregoriano é o calendário utilizado na maior parte dos países ocidentais. Foi promulgado pelo Papa Gregório XIII no ano 1582 para substituir o calendário juliano.
Depois do decreto, o Papa Gregório XIII reuniu um grupo de especialistas para reformar o calendário juliano e passado cinco anos de estudos, foi elaborado o calendário gregoriano, que foi sendo implementado lentamente em várias nações.
O calendário gregoriano é o que actualmente usamos e distingue-se do juliano porque: omitiram-se dez dias, corrigiu-se a medição do ano solar, estimando-se que este durava 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente a 365.2424999 dias solares, acostumou-se a começar cada ano novo em 1 de Janeiro.
Poucos anos seculares se consideram bissextos, só aqueles que sejam divisíveis por 400. Deste modo evita-se o desfasamento de um dia em cada cem anos.
É criado o Instituto Camões. A visitar aqui.
Os Governos inglês e chinês assinam o acordo que devolverá Hong-Kong à China, em 1987.
Independência do Sudão.

É fundado na Alemanha o Borussia de Dortmund.
Goa é invadida por tropas da União Indiana e o Exército português rende-se. A Índia portuguesa, Goa, Damão e Diu, passa para o domínio indiano.
Acordo entre os EUA e o Panamá que concede aos norte-americanos a posse perpétua da zona do canal mediante o pagamento de uma renda anual.
É abolida a escravatura nos EUA.
Uma visão dantesca da União Pan Europeia do futuro. Aqui.
O PS diz agora que quer fazer uma revisão constitucional para conseguir fazer a pergunta que se impõe no referendo. Mais vale tarde que nunca.
A partir desta sexta-feira é proibido vender e consumir tabaco em lugares públicos no Butão. Este pequeno reino vizinho do Tibete e da Índia será o primeiro país no mundo a adoptar a medida.
Os fascistas higiénicos e assépticos já têm para onde emigrar.
A EDP prepara-se para aumentar os preços da electricidade em mais de 9% no próximo ano. Na nossa vizinha Espanha o aumento será de pouco mais de 2%.
Este aumento é verdadeiramente escandaloso. A EDP abusa do facto de ter um monopólio que deixou de se justificar há muito. E sujeita os portugueses, as famílias e o país a um esforço de penúria absurdo.
A ganância da EDP impedirá a economia de recuperar e as empresas de levantar a cabeça. Trata-se de um exemplo de como no nosso país o que é importante é secundarizado pelo que é urgente.
No meio de tantos ministros, tantas boas intenções sobre a competitividade das empresas, tantos seminários, tantos debates, não existirá ninguém que meta juizinho na cabeça da EDP?
Se faltasse, chegou finalmente um bom exemplo de como é imprescindível acabar rapidamente com o monopólio que permite a esta empresa fazer o que quer. Se existisse concorrência nada disto acontecia.
"O ministro da Administração Interna demarcou-se hoje de declarações do seu secretário de Estado adjunto, Paulo Pereira Coelho, que disse sentir-se envergonhado do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e afirmou que existem "lutas partidárias" naquele organismo."
Com a devida vénia à Lusa
Nem objectiva, nem clara nem precisa disseram os juízes da pergunta. Parabéns ao CDS, ao PSD e ao PS. Conseguiram evitar o referendo.

O Tribunal Constitucional acaba de chumbar a pergunta negociada entre o CDS, o PSD e o PS para o referendo sobre a Constituição europeia. Esta é uma boa notícia. E é um argumento superveniente para o Presidente da República ter dissolvido o Parlamento. Um Parlamento que em vez de uma pergunta faz um insulto é muito bem dissolvido!

Há projectos de investimento estrangeiro no valor de milhões de euros parados por falta de decisão política. Terá sido Sócrates a denunciar? Não. Foi Miguel Cadilhe, que dirige a Agência Portuguesa de Investimento.
Ao contrário do que diz a propaganda da maioria, Portugal não está em acção. Está parado.

Luís Figo é eleito pela FIFA o melhor jogador de futebol do mundo.

António Guterres demite-se dos cargos de Primeiro-Ministro e de Secretário-Geral do PS, após uma derrota estrondosa do PS nas eleições autárquicas.
É assinada em Lisboa a Carta Europeia de Energia.
Num hospital inglês realiza-se o primeiro transplante simultâneo de coração, pulmões e fígado, numa mulher de 35 anos de idade.
É extinta a Comissão de Censura aos livros e publicações em Portugal.
Assinada a Convenção de Haia sobre a pirataria aérea.
É fundado o São Paulo Futebol Clube.

É fundada em Itália a Associazione Calcio Milan.
É assinada entre a Grécia e a Turquia a Paz de Constantinopla, resolvendo a questão de Creta.
Homem mau que escreve, fala e critica os chefes, quebrando a disciplina do exército partidário, na rádio, nos jornais ou nas televisões. O autor da definição só a pôde dar porque teve um estágio em caça furtiva no anterior encarnação.

No dia em que a União Europeia decide sobre a abertura de negociações para a adesão da Turquia, alguém vestiu uma burka à sereia de Copenhaga.
"Houve pessoas que falaram e não deviam ter falado, pessoas que tomaram atitudes, nomeadamente de demissão, e houve quem contribuísse, com opiniões a artigos, para criar um clima crispado", disse o ministro de Estado e da Defesa Nacional.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, justificou a decisão do partido concorrer com listas separadas às eleições legislativas antecipadas reconhecendo que as experiências da coligação com o PSD nas Europeias e nos Açores correram mal.
Será que este político acha que a experiência-mãe, a experiência do Governo correu bem?
O candidato às próximas eleições do Sindicato dos Jornalistas revelou já candidatar-se por muito mais que uma questão de amizade. Azar! Parece que vai dar trabalho à corporação. Para a próxima vão ter de pensar antes de votar. Coisa que nas eleições de hoje não é necessário fazer. A lista é única.
Seja como fôr, de uma inovação, que reflecte bem o espírito inconformista de alguns sindicalizados com o actual status quo, os jornalistas não se livram: é que acaba de ser lançada a primeira candidatura às próximas eleições do Sindicato dos Jornalistas. Aqui.
Mas são para o Sindicato dos Jornalistas. Só há uma lista. O Presidente recandidata-se. Pergunto: não quererão os jornalistas aplicar ao seu Sindicato o princípio da limitação de mandatos, para arejar um bocadinho?
O tabuzinho dos últimos dias acabou. Após muitos esforços o PSD conseguiu despedir Paulo Portas da casa comum. Portas sempre tentou a todo o custo evitar contar espingardas. A sua ambição era e continua ser a fusão com o parceiro que lhe garanta a dimensão que no CDS não terá. Mas Santana Lopes, que sempre defendeu que cada partido devia concorrer sózinho às eleições, ganhou.
Confesso que por momentos pensei que Portas tinha ganho e que a coligação ia junta às eleições. O CDS garantia os mesmos deputadinhos e endossava a factura do desastre ao parceiro, como sucedeu nas eleições europeias. Mas no último momento, o PSD não se deixou enganar. Se fossem juntos agora nunca mais se separariam. Assim, estão mantidas as distâncias.
Evidentemente que com o jeito que tem para a contra-informação, o despedido tudo fará para apresentar este facto como uma vitória. Mas a verdade é que Portas foi obrigado a fazer o que pretendia a todo o custo evitar. É que no fundo, bem lá no fundo, o PSD sabe que ele não é de fiar.
Esta solução só tem um pequeno problema: se estiveram juntos e vão estar juntos, no Governo ou na oposição, ninguém percebe o intervalo. Deste ponto de vista é uma solução inexplicável. E, em política o que não é perceptível, não é bom. É o milagre do gelo quente.
Será que Paulo Portas conseguiu evitar mesmo o despedimento da coligação por Santana Lopes? Já falta pouco para saber. É que nem tudo o que parece é.

Morre o maestro português Tavares Belo, aos 82 anos.

Morre o antigo dissidente soviético Andrei Sakharov, Prémio Nobel da Paz, aos 68 anos.
Mais de sete milhões de chilenos votam nas primeiras eleições presidenciais que se realizam no país desde 1973.

Morre o poeta espanhol Vicente Alexandre, Prémio Nobel da Literatura. em 1977.

O Presidente Raul Alfonsin ordena o julgamento de nove membros da antiga Junta Militar argentina pelo seu papel na ditadura da década de 70.
Israel anexa os Montes Golan ao seu território, depois de os ter tomado à Síria em 1967.

Sob a liderança de Lech Walesa os trabalhadores polacos desencadeiam greves de protesto pela imposição da lei de marcial na Polónia.
Portugal é admitido nas Nações Unidas.

Morre o escritor português Teixeira de Pascoaes.
Saiba tudo sobre o autor de O Penitente.

Teixeira de Pascoaes produziu a partir da experiência existencial da saudade - presente de forma vaga e imprecisa nos seus primeiros textos em verso - uma reflexão, a que subjaz o princípio fundamental de que o ser manifesta uma condição saudosa. Do Ser ao ser, processa-se uma verdadeira queda ontológica, uma cisão existencial, manifestando o mundo, na sua condição decaída, um "pathos universal". Da condição saudosa de ser resulta pois uma condição dolorosa do mesmo ser. Dor de privação, dor de saudade, consciência da finitude, de imperfeição, de insuficiência ôntica.
A experiência da dor pelo homem saudoso, é simultaneamente individual e universal. Por ela o homem–poeta entende o mundo como "uma eterna recordação", percebendo a realidade como evocadora de uma outra realidade mais real que aquela.
A condição dramática da existência manifesta-se assim numa permanente tensão entre Ser e existir. O homem existe num primeiro nível de dignidade ontológica, partilhando pelo corpo o mundo da matéria, e vive pelo espírito. A vida é pois uma eterna aspiração à ultrapassagem da realidade material. A alienação é a situação que resulta da impossibilidade de o homem ser, verdadeiramente. Dividido entre assumir-se como puro espírito ou pura matéria, o homem não é nem pode ser verdadeiramente, oscilando eternamente entre uma e outra condição.
A saudade pascoaesiana transcende assim o mero sentimento individual, para assumir uma dimensão ontológica e metafísica. Na mesma medida em que todo o Universo "é a expressão cósmica da saudade" enquanto " infinita lembrança da esperança", a saudade psicológica, individual, assume, enquanto o homem partilha a condição do mundo, uma dimensão metafísica. Enquanto o homem como ser finito e imperfeito aspira à perfeição de ser, a saudade assume uma dimensão ontológica.
A saudade encarada do ponto de vista existencial leva o autor a conceber a natureza como sagrada, uma vez que a saudade do mundo é também saudade de Deus, de um Deus presente nas próprias coisas. É a divindade que se apropria de si mesma na evolução da natureza, pelo que Pascoaes postula a sacralização da mesma natureza. Deus existe antes e independentemente do homem; no entanto a vida, confere-lha o próprio homem.
O pensamento de Teixeira de Pascoaes manifesta assim, uma particular forma de religiosidade, que provém desde logo desta presença de Deus na natureza e da sua evidenciação nela. O autor concebe uma ordem na natureza, um princípio teleológico alheio ao acaso que deixa supor uma inteligência ordenadora que presida às transformações da realidade. Todo o esforço humano será para penetrar o Mistério da vida e do cosmos.
Deveremos referir ainda, que Pascoaes manifesta uma evidente preocupação com a natureza das relações do homem com a paisagem que o envolve, podendo mesmo considerar-se que há profundas preocupações ecológicas na sua obra. A sacralização da natureza de que falamos, determina uma relação de profundo respeito do homem pela paisagem e o cuidado com a sua preservação. Perpassa na sua obra um desencanto com o progresso que deveremos no entanto contextualizar. Trata-se da recusa de um progresso descaracterizador da natureza.
Sensivelmente de 1910 a 1919, Teixeira de Pascoaes teoriza o saudosismo, pensamento que desenvolve no âmbito do movimento da "Renascença portuguesa", de cujo órgão oficial, "A Águia," foi director. O saudosismo acaba por designar o movimento de cunho lusitanista estruturado em torno à questão da saudade portuguesa .Particularmente influenciado pelo momento político que se vivia em Portugal com o advento da República, e condicionado ainda, pela persistente crise que afectava a sociedade e a cultura nacionais, o pensador de Amarante desenvolve uma particular atenção às características particulares diferenciadoras do "génio lusitano", considerando a necessidade de preservar a identidade nacional, pela promoção do encontro de Portugal com a suas próprias raízes. O génio português encontra a sua síntese na saudade lusíada, que, não obstante ser um sentimento cósmico encontra num povo caracteristicamente saudosista a sua expressão mais apurada. Apenas a palavra portuguesa,"saudade", permite revelar algo da sua natureza essencialmente misteriosa, pelo que o autor parece esquecer o conceito universalista de saudade, para evidenciar o seu carácter intraduzível, e conceber mesmo uma teoria ortográfica cujo axioma fundamental determinava a necessidade de fazer corresponder a ortografia das palavras ao seu perfil psicológico. Para o autor "as palavras são seres" e nessa circunstância possuem um perfil físico e outro psicológico, que deverão estar em harmonia ao apresentar-se na sua forma gráfica.
O saudosismo manifesta ainda um caracter messiânico e profético aceitando Pascoaes o advento de uma nova "era lusíada".
A tese da exclusividade lusa da saudade provocou as mais desencontradas reacções, sendo de realçar o enfrentamento que teve lugar entre o núcleo Saudosista e o Seareiro, provocando tensões evidentes entre Pascoaes ele próprio, e António Sérgio, reflectidas na importante polémica que ambos mantiveram. Não deveremos esquecer, porém, que a saudade portuguesa manifesta uma ligação clara à saudade universal. Se existe uma saudade portuguesa, é porque existe igualmente a saudade experienciada por outros povos. Refira-se no entanto, que o autor não foi suficientemente explícito nesta questão, particularmente durante o período em que se envolveu no movimento da "Renascença Portuguesa".
De destacar ainda que a ontologia monista e panteísta perfilhada por Teixeira de Pascoaes, concebendo que "tudo está em tudo", e que a inteligibilidade dos seres particulares se estrutura na referência ao todo de que fazem parte, determina que também a saudade lusíada encontre a sua origem na saudade universal apenas podendo por ela ser compreendida.
A saudade é uma via para o conhecimento: por ela abre-se uma via para uma mundividencia, uma concepção geral da existência. O "pensamento poético" de Teixeira de Pascoaes é a expressão da possibilidade de conhecimento que se abre pela via da saudade. O conhecimento poético é simultaneamente estético, metafísico e ontológico: estético porque o que lhe é próprio se conhece pelo sentimento, metafísico e ontológico porque o seu horizonte é o da verdade que manifesta um caracter transcendente.
BIBLIOGRAFIA
1-De Teixeira de Pascoaes
1895-Embryões (poesia)
1896-Belo (poesia)-1ª parte
1897-Belo-2ª parte
1898-À Minha Alma e Sempre (poesia)
1899-Profecia (poesia) - em colaboração com Afonso Lopes Vieira
1901-À Ventura (poesia)
1903-Jesús e Pan (poesia)
1904-Para a Luz (poesia)
1906-Vida Etérea (poesia)
1907-As Sombras (poesia)
1909-Senhora da Noite (poesia)
1911-Marânus (poesia)
1912-Regresso ao Paraíso (poesia). Elegias (poesia; O Espírito Lusitano e o Saudosismo (conferência)
1913-O Doido e a Morte (poesia); O Génio português na sua expressão filosófica poética e religiosa (Conferência)
1914-Verbo Escuro (Aforismos); A Era Lusíada (conferência)
1915-A Arte de Ser Português (prosa didáctica)
1916-A Beira Num Relâmpago (prosa)
1919-Os Poetas Lusíadas (conjunto de conferências proferidas na Catalunha)
1921-O Bailado (prosa filosófica) e Cantos Indecisos (poesia)
1922-Conferência e A Caridade (conferência)
1923-A Nossa Fome (prosa filosófica)
1924-A Elegia do Amor (verso) e O pobre Tolo
1925-D. Carlos (poesia); Cânticos (poesia); Sonetos
1926-Jesús Cristo em Lisboa (peça de teatro escrita em colaboração com Raul Brandão)
1928-Livro de Memórias (prosa autobiográfica)
1934-S.Paulo (biografia romanceada)
1936-S. Jerónimo e a Trovoada (biografia romanceada)
1937-O Homem Universal (prosa filosófica)
1940-Napoleão (biografia romanceada)
1942-Camilo Castelo Branco O Penitente (biografia romanceada); Duplo Passeio (prosa)
1945-Santo Agostinho (biografia romanceada)
1949-Versos Pobres
1950-Duas conferências em defesa da paz
A presente bibliografia não pretende esgotar a vastíssima produção de Teixeira de Pascoaes, referindo-se apenas alguns dos seus mais importantes textos
"Sobre Teixeira de Pascoaes", Carvalho, Joaquim de, Reflexões sobre Teixeira de Pascoaes, in Obra Completa, vol.V, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa,1987
Coelho, Jacinto Prado, Introdução às Obras Completas de Teixeira de Pascoaes, vol.1,Bertrand, Lisboa,s/d.p.7
Coutinho, Jorge, O Pensamento de Teixeira de Pascoaes-Um Estudo Hermenêutico e Crítico, Publicações da Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa,Braga,1995
Craveiro,Lúcio, A Filosofia em Teixeira de Pascoaes,«Revista Portuguesa de Filosofia»,34, (1979 p.51)
Gama, José, A Polémica Saudosista: Teixeira de Pascoaes e António Sérgio,«Brotéria»,114,(1982),p.185
Garcia, Mário, Teixeira de Pascoaes. Contribuição para o estudo da sua personalidade e para a leitura crítica da sua obra, Publicações da Faculdade de Filosofia, Braga,1976
Lourenço, Eduardo, O Labirinto da Saudade - Psicanálise Mítica do Destino Português, Publicações Dom Quixote, Lisboa,1968
Margarido, Alfredo, Teixeira de Pascoaes - A Obra e O Homem, Arcádia, Lisboa,1961
Sardoeira,Ilídio, A Influência do Princípio da Incerteza no Pensamento de Teixeira de Pascoaes«Revista Portuguesa de Filosofia»,11,(1955),p.620
Vasconcellos, Maria da Glória Teixeira de, Olhando Para Trás Vejo Pascoaes, Assírio & Alvim, Lisboa,1991
Vasconcellos, Maria José Teixeira de, Na Sombra de Pascoaes,Vega, Lisboa,1993
Com a devida vénia a Dulcínea Teixeira
Hermann Goering toma a liderança da "Questão Judaica", eufemismo para o Holocausto.
O Reino Unido reconhece a independencia do Iraque.
Sidónio Pais é assassinado junto à estação do Rossio. Canto e Castro assume interinamente a Presidência da República.

O explorador norueguês Roald Amundsen atinge o Pólo Sul.

Morre george Washington, primeiro Presidente dos EUA.
Por que é que este relógio marca sempre a mesma hora? Será Acidental?
Quando não sabes o que fazer, observa o mar em fúria.
Soluções possíveis para desbloguear a coligação:
PPD-CDS
PPD-PP
PSD-CDS
PSD-PP
Soluções mais radicais:
PPD-PSD
CDS-PP
PSD-PPD
PP-CDS
Recomendações:
Desbloguear o problema à beira-mar a contemplar a fúria dos elementos.

Na outra encarnação Paulo Portas fez uma intervenção no Parlamento sobre a Barragem dos Minutos no Alentejo. Não aprendeu nada.
Mais do que isso foram os minutos que já passaram desde o minuto seguinte.

Ontem Santana Lopes foi a Belém apresentar a demissão do Governo. Ontem Jorge Sampaio aceitou a demissão apresentada por Santana Lopes. Que diabo! Tudo no mesmo dia... O que é que correu mal desta vez?
Queres unir-te? Separa-te. Pareces diferente dos outros.
Quanto mais atarantado, mais devagar se fala. Parece-se calmo.

Se te dás bem com o pessoal da banca, diz mal deles. Pareces sério.
Não sei o que quero, não sei por onde vou, não sei se não vou por aí...

Um minuto é um minuto, excepto quando chove.

Se a coligação fosse boa ninguém se queria desfazer dela.
Afinal A Revolta das Palavras está cá.

Se PSD e CDS concorressem separados, o CDS deveria tê-lo dito hoje. Sabendo que a política também vive de rompantes imprevistos e emocionais, parece cada vez mais provável que o PSD perca deputados e o CDS os mantenha numa lista conjunta, como sucedeu nas últimas eleições europeias. Isto é, parece cada vez mais provável que a coligação vai juntinha a 20 de Fevereiro.
Acaba de desaparecer da antena em pleno comentário ao discurso de Sampaio. Sinal de que até a antena percebe que os tempos estão a mudar?...
Paulo Portas disse que no minuto seguinte à declaração de Jorge Sampaio diria o que faria nas eleições. Com a precisão do costume, transformou um minuto num dia.
Eleições: CDS convoca comissão política e fala em"presidencialização" indesejada
Lisboa, 10 Dez (Lusa) - O CDS-PP anunciou hoje que convocou a sua comissão política para decidir, sábado, a estratégia para as legislativas depois de considerar a dissolução da Assembleia da República "uma presidencialização que o país não pediu".
"O CDS, como partido institucional e responsável, respeita a decisão do Presidente da República mas não concorda com ela", afirmou Telmo Correia, ministro do Turismo e membro da comissão executiva dos democratas-cristãos.
No entendimento dos populares, a decisão do Chefe de Estado "corresponde a uma presidencialização que o país não pediu, nem esperou".
"Numa democracia adulta, o normal é que existindo uma maioria estável a avaliação se faça com base em factos sérios e graves e não em meras sensibilidades ou episódios", afirmou Telmo Correia, sublinhando que, no Parlamento, "a maioria funcionou de forma impecável, sem uma única falha".
O dirigente democrata-cristão lembrou uma entrevista do chefe de Estado, em Outubro, onde este afirmava que dissolver a Assembleia da República em Julho (quando Durão Barroso se demitiu do cargo de primeiro-ministro) teria sido "um entorse ao regime".
"A decisão de hoje constitui um precedente perigoso do ponto de vista da estabilidade das instituições", afirmou Telmo Correia, considerando que, daqui para a frente, será difícil qualquer Governo ter a garantia de que o seu mandato durará quatro anos.
Lembrando que o líder do CDS tinha prometido falar "um minuto depois" da comunicação do chefe de Estado, Telmo Correia anunciou que Paulo Portas decidiu convocar a Comissão Política Nacional para sábado, às 21:00, no Largo do Caldas.
"Temos um único ponto na agenda: a estratégia para as eleições legislativas", afirmou Telmo Correia.
De acordo com o dirigente centrista serão dois os critérios que o CDS terá em conta para definir essa estratégia: "o interesse nacional e a estabilidade das instituições".
Ou seja, no sábado será anunciado se o CDS se apresentará sozinho às eleições marcadas para 20 de Fevereiro ou se partirá para as urnas coligado com o PSD.
Um membro do núcleo duro de Paulo Portas disse quinta-feira à Lusa que a maioria dos dirigentes nacionais ouvidos pelo presidente do partido - com mandato para decidir livremente sobre a estratégia eleitoral - é favorável ao cenário da coligação, justamente em nome do "interesse nacional".
Com a devida vénia à Lusa

É curioso o silêncio da blogosfera sobre a entrevista de ontem de Jerónimo de Sousa. Esteve à vontade numa entrevista difícil. Mais descontraído que Carvalhas, consciente do seu papel, humilde o suficiente para entrar no coração do seu mercado eleitoral. Os snobs do Bloco não devem ter gostado nada. E o número da rainha da Dinamarca a rematar foi a cereja de um bolo bem cozinhado.
Este discurso presidencial devia ter sido feito em Junho. Aqui também repararam.
A comunicação de Jorge Sampaio foi clara, perceptível, convincente, sem descer aos pormenores. Ganha o país. A reacção imediata do PSD, pela voz de Vítor Cruz, é contraditória com as declarações de Dias Loureiro e com o próprio sentimento de Santana Lopes, divulgado hoje por Dias Loureiro.
Sim.
Não.
Bem...
Talvez.
Re-sim.
Re-não.
Re-mal.
Re-talvez.
Nim.
Toin...
Bombardier a si próprio!

Uma semana e meia depois o Presidente da República vai explicar ao país porque decidiu dissolver o Parlamento. Convém que faça uma comunicação politicamente clara, que os portugueses que não são especialistas em Direito Constitucional entendam.

«Eu disse uma vez ao Santana Lopes: 'Olha Pedro, soltaram-se para aí uns demónios e eu acho que não vão parar, e se queres o meu conselho, é melhor demitires-te'. E ele na altura concordou», contou Dias Loureiro à TSF, entrevistado por Margarida Marante. O presidente do Conselho Nacional do PSD diz que, na altura Santana concordou, afirmando que não o iam «perdoar por estar aqui (no cargo de primeiro-ministro) sem ser eleito».
Esta declaração surpreendente mostra que o próprio Governo e a maioria tinham consciência que a solução d econtinuidade sem votação era coxa e politicamente insustentável. A pergunta é: então, para quê tanto alarido agora com a decisão de Sampaio?
Tem o Thomar. Bem bonito e a condizer com as cores da cidade.
Hoje. O curioso é que já não é a primeira vez que nesta maioria os de baixo se demitem alegando falta de confiança nos de cima.
O Hammer. SA. Divertido e interessante.
É assinada por 117 Estados a Convenção do Mar, na Jamaica.

Proclamação pelas Nações Unidas da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

É recuperado o quadro Mona Lisa de Leonardo da Vinci, dois anos depois de ter sido roubado do Museu do Louvre.
É criado em Portugal o corpo de Guarda Real de Polícia, antecessor da PSP.
A Áustria recusa a troca da Baviera pelos Países Baixos.

Martinho Lutero queima em público a bula papal que o excomunga da Igreja Católica romana.
O Presidente da República ao decidir dissolver o Parlamento tomou uma decisão que aliviou o país. Os próprios apoiantes dos partidos da coligação reconhecem que os quatro meses de vida deste Governo foram desastrosos.
Mas o método de decisão que utilizou, de entre todos os possíveis, é certamente o pior, permitindo a Santana Lopes, ao Governo e à maioria arrecadar um capital de queixa que muito útil será, como já está a ser, na luta política e eleitoral em que o país está mergulhado.
Sem se dar conta, Jorge Sampaio, acérrimo defensor deste sistema constitucional, acaba de o pôr em causa. Ao decidir dissolver a Assembleia da República por causa do Governo, teve de usar um poder contra-indicado para o caso concreto. Deveria ter demitido o Governo.
Confessa assim que o sistema de poderes presidenciais não é adequado para certas situações.
No meio deste imbróglio, pôs o Primeiro-Ministro a anunciar ao país a sua decisão, esqueceu-se de informar o Presidente do órgão a dissolver que ia ser dissolvido e mantém o país na ignorância continuada sobre as razões pelas quais tomou a decisão.
É Portugal que tem de ter uma grande serenidade emocional e já agora um enormíssimo poder de encaixe para aturar um Governo destes e um Presidente que decide assim.
Em consequência, o debate público derivou novamente. Em vez de se falar da educação e da falta de qualificação dos portugueses para a concorrência em que a economia, o emprego e as empresas hoje se movem; em vez de se falar da Constituição europeia que este Governo assinou sem mandato e do referendo que tem de se fazer; em vez de se falar das reformas da Administração Pública, dos modelos de financiamento das políticas públicas, enfim, dos problemas que colocam opções políticas de fundo e que interferem no quotidiano dos portugueses, o país debate as vicissitudes de um Governo desastrado e de Um Presidente inábil.
Quando o tema é o que efectivamente se diz nas conversas entre o Primeiro-Ministro e o Presidente, ou a especulação dos tabuzinhos privativos dos partidos da coligação, ou sobre a intriga nos corredores do poder, ou sobre se existe um plano de ataque socialista ao poder, ou se Jorge Sampaio não dissolveu em Junho por causa de Ferro Rodrigues, então é sinal de que a vida pública se degradou e que é urgente sair deste impasse.

Até à última gota de vida, até ao último segundo de acção, até ao último papelinho de voto ser contado, até à entrada no Palácio da Ajuda para a posse do futuro Governo, este Governo não parará de gozar com o país, de se desdizer, de se contradizer.
Agora é Álvaro Barreto, amigo do Dr. Mário Soares, que já em tempos se atirou a Nobre Guedes e a Gomes da Silva, a desmentir frontalmente Paulo Portas e o seu número de propaganda nos telejornais de ontem.
Vou arriscar: Santana Lopes deve estar mortinho por se safar disto tudo.
A Brisa não autoriza os partidos políticos a instalar os outdoors de propaganda política junto às bermas das auto-estradas. Existe uma área, das bermas para fora, na qual a empresa não autoriza a montagem dessas estruturas. Faz sentido. Por razões de segurança.
Hoje, ao percorrer a auto-estrada de Cascais fui surpreendido por um enxame de outdoors da Camara Municipal de Lisboa, a anunciar o recomeço das obras do túnel do Marquês de Pombal, colados aos rails de protecção. Qual distância de segurança, qual quê.
As estruturas e os cartazes do poder têm um charme discreto. A Brisa não resiste à aragem de quem manda.

Morre em Lisboa Almeida Garrett.
Adozinda, poema. Londres, Bossey & Son, 1828, 122 p.
Afonseida, ou Fundação do Império Lusitano, poema. Lisboa 1985 (pseud.: Josino Duriense, redac., Angra 1815-16)
Alfageme de Santarém ou A Espada do Condestável (O). Lisboa, Imprensa Nacional, 1842, 148 p.
Anália, poesia inédita de Garrett (A). Lisboa 1932 (redac., Porto 1819)
Ao corpo académico, poema. Coimbra 1821
Aos Mortos no Campo da Honra de Madrid, folheto. Lisboa, Jornal da Sociedade Literária Patriótica, 1822
Apontamentos Biográficos do Visconde d'Almeida Garrett, autobiografia. Porto, 1916, 29 p.
Arco de Santanna (O), romance. Lisboa, na Imprensa Nacional, 1845, vol. 1
Arco de Santanna (O), romance. Lisboa, na Imprensa Nacional, 1850, vol. 2
Átala, drama. Lisboa, Livraria Moderna Editora, 1914 (redac., Coimbra 1817), (Lucrécia, tragédia, ; Afonso de Albuquerque, tragédia; Sofonisba, tragédia; O Amor da Pátria, elogio dramático; La Lezione Agli Amanti, ópera bufa; Conde de Novion, comédia; Magriço e os Doze de Inglaterra, poema incompleto)
Bastardo do Fidalgo, poema. Porto, Typ. Commércio e Indústria, 1877, 158, p.
Bosquejo da História da Poesia e da Língua Portuguesa. Paris, 1826
Camões do Rossio, comédia. Lisboa, 1852 (co-autoria de Inácio Feijó)
Camões, poema. 4ª ed. revista, com estudo de Camilo Castelo Branco. Porto, Livraria Chardron de Melo & Irmão, 1854, 183, p., 4 estampas
Camões, poema. Paris, Livraria Nacional e Estrangeira, 1825, 216 p.
Cancioneiro de romances, xácaras e soláus e outros vestígios da antiga poesia nacional. Lisboa, 1987 (redac., 1824)
Carta de Guia para Eleitores, em Que se Trata da Opinião Pública, das Qualidades para Deputado e do Modo de as Conhecer, ensaio político. Lisboa, 1826
Carta de M. Cévola ao futuro editor do primeiro jornal liberal que em português se publicar, panfleto político. Londres, 1830 (pseud.: Múcio Cévola)
Carta sobre a origem da língua portuguesa, ensaio literário. Lisboa, 1844
Cartas a Agostinho José Freire. Lisboa, 1904, 132 p. (redac., Bruxelas, 1834)
Cartas de Amor à Viscondessa da Luz. Lisboa, 1955
Cartas Íntimas, edição revista, coordenada e dirigida por Teófilo Braga. Lisboa, Empresa da História de Portugal, 1904, 172 p.
Catão, tragédia. Coimbra, Imprensa Liberal, 1822, 132 p.
Catão, tragédia. Londres, S. W. Sustenance, 1830, 119 p.
Catão, tragédia. Rio de Janeiro, Typographia Miranda e Carneiro, 1833, 80 p.
Conselheiro J. B. de Almeida Garrett, autobiografia. Lisboa, 1844
Correspondência do Conservatório. Lisboa, 1995 (redac.: Lisboa 1836 – 1841)
Da Educação. Londres, Sustenance e Stretch, 1829
Da Europa e da América e de Sua Mútua Influência na Causa da Civilização e da Liberdade, ensaio político. Londres 1826
Da formação da segunda Câmara das Côrtes: discursos pronunciados pelo deputado J. B. de Almeida Garrett nas sessões de 9 a 12 de Outubro de 1837. Lisboa, Imprensa Nacional, 1837, 40 p.
Da Poesia Popular em Portugal, ensaio literário. Lisboa, 1846
Diário da minha viagem a Inglaterra. Lisboa 1881 (redac., Birmingham, 1823
Discurso do Sr. Deputado pela Terceira J. B. de Almeida Garrett na discussão.... Lisboa, Imprensa Nacional, 1840. 35 p.
Discurso do Sr. Deputado por Lisboa J. B. de Almeida Garrett, na discussão da Lei da Decima. Lisboa, Typ. de J.B. de A. e Gouveia, 1841, 83 p.
Dia Vinte e Quatro de Agosto (O), ensaio político. Lisboa, Typ. Mollandiane, 1821, 53 p.
Discursos Parlamentares e Memorias Biographicas. Lisboa, Imprensa Nacional, 1871, 438, p.
Discussão da Resposta ao Discurso da Coroa, pronunciado na sessão de 8 de Fevereiro de 1840. Lisboa, Imprensa Nacional, 1840, 35 p.
Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Nova York, Robert A. Murray, 1860, 269 p.
Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Paris, J.P. Aillaud, 1826, 251 p. (pseud. de F. E.)
Dona Branca ou a Conquista do Algarve, poema. Porto Alegre, H. L. Streccius, 1859, 269 p.
Dona Filipa de Vilhena, comédia. Lisboa, Imprensa Nacional, 1846, 271 p.
Édipo em Colona, tragédia. Lisboa, 1952 (redac.: Porto 1820)
Elogio Fúnebre de Carlos Infante de Lacerda, Barão de Sabrozo. Londres, R. Greenlaw, 1830, 7 p.
Elogio Histórico do Sócio Barão da Ribeira de Saborosa. Lisboa, 1843
Entremez dos Velhos Namorados que Ficaram Logrados, Bem Logrados. Lisboa, 1954 (redac., 1841)
Exilados, À Senhora Rossi Caccia (Os), poesia. Lisboa, 1845, folheto
Falar Verdade a Mentir, comédia. Lisboa 1846
Falar Verdade a Mentir, comédia. Rio de Janeiro, na Typ. de B. X. Pinto de Sousa, 1858, 39 p.
Flores sem Fruto, poesia. Lisboa, Imprensa Nacional, 1845, 236 p.
Folhas Caídas. Lisboa, em casa da viúva Bertrand e Filhos, 1853, 112 p.
Folhas Caídas, poesia. Rio de Janeiro, Typ. e Imp. e Const. de J. Villeneuve e Comp., 1853, 104 p.
Helena: fragmento de um romance inédito. Lisboa, Imprensa Nacional, 1871, 185 p.
Hino Patriótico, poema. Porto, 1820
Ifigénia em Tauride, tragédia. Lisboa, 1952 (redac., Angra do Heroísmo 1816)
Impronto de Sintra, comédia. Lisboa, Guimarães, Libanio, 15 p. (redac., Sintra, 1822)
Joaninha dos Olhos Verdes. Lisboa, Inquérito, 1941
Komurahi - História Brasileira, conto. 1956 (redac., 1825)
Lealdade, ou a Vitória da Terceira, canção. Londres, 1829
Lyrica de João Mínimo. Londres, Sustenance e Stretch, 1829, 203 p.
Magriço ou Os Doze de Inglaterra, poema. Coimbra, Biblioteca Geral da Universidade, 1948
Manifesto das Cortes Constituintes à Nação, folheto. Lisboa, 1837
Memória Historica da Duqueza de Palmella: D. Eugénia Francisca Xavier Telles da Gama. Lisboa, Imprensa Nacional, 1845, 40 p.
Memória Histórica do Conde de Avilez. 1ª ed., Lisboa, 1845
Memória Histórica do Conselheiro A. M. L. Vieira de Castro. Lisboa, Typ. de José Baptista Morando, 1843, 34 p.
Memória Histórica de J. Xavier Mousinho da Silveira. Lisboa, Imp. da Epocha, 1849
Memórias Biográficas. Lisboa, Empreza da História de Portugal, 1904, 178 p.
Memórias de João Coradinho, aventuras picarescas. Lisboa, 1881 (redac., 1825)
Mérope, tragédia. Lisboa, Typ. José Baptista Morando, 1841, 311 p.
Miragaia, poesia. Lisboa, Tip. da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Úteis, 1844
Namorados Extravagantes (Os), drama. Coimbra 1974 (redac., Sintra 1822)
Necrologia à Morte de D. Leocádia Teresa de Lima e Melo Falcão Vanzeler. Lisboa, 1904 (redac., Lisboa, 1848)
Necrologia de D.ª Maria Teresa Midosi. Lisboa, 1950
Necrologia do Conselheiro Francisco Manuel Trigoso de Aragão Morato. Lisboa, 1838
Necrologia do Sr. Francisco Krus; Monumento ao Duque de Palmela, D. Pedro de Sousa Holstein. Lisboa, 1899 (redac., Lisboa, 1839);
Obras Póstumas: Lucrécia; Átala; Afonso d'Albuquerque; Sofonista; O amor da Pátria; La lezione agli amanti; O conde de Novion; Magriço. Lisboa, Livraria Moderna, 1914
Odes Anacreônticas: Ilha Graciosa. Évora, Minerva Comercial, 1903, 35 p.
Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás. Lisboa, 1822
Parecer da Comissão sobre a Unidade Literária. Lisboa, 1846 (dito Parecer sobre a Neutralidade Literária, da Associação Protectora da Imprensa Portuguesa, assinado por Rodrigo da Fonseca Magalhães, Visconde de Juromenha, Alexandre Herculano e João Baptista de Almeida Garrett)
Parnaso Lusitano ou Poesias Selectas de Autores Antigos e Modernos. Paris, J.P. Aillaud, 1826-1827, 5 v.
Poesias Dispersas. Lisboa, Estampa, 1985, 337 p.
Política: reflexões e opúsculos, correspondência diplomática. Lisboa, Emp. da Historia de Portugal, 1904, 2 v.
Portugal na Balança da Europa: do que tem sido e do que ora lhe convém ser na nova ordem de coisas do mundo civilizado. Londres, S. W. Sustenance, 1830, 338 p.
Proclamações Académicos. Coimbra, 1820, folhetos
Profecias do Bandarra (As), comédia. Lisboa, 1877 (redac., Lisboa 1845)
Protesto Contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, abaixo-assinado/folheto. Lisboa 1850 (subscrito, à cabeça, por Alexandre Herculano e mais cinquenta personalidades, contra o projecto de «lei das rolhas» apresentado pelo governo)
Relatório ao Projecto de Lei sobre a Propriedade Literária e Artística. Lisboa, 1839
Relatório dos Decretos nº 22, 23 e 24 (Reorganização da Fazenda, Administração Pública e Justiça). Lisboa, 1832, folheto
Retrato de Vénus, poema. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1821, 156, p.
Romanceiro e Cancioneiro Geral, vol. I. Lisboa, 1843
Romanceiro e Cancioneiro Geral, vols. II e III, Lisboa 1851
Roubo das Sabinas, poemas libertinos I. Lisboa, Portugália, 1968, 161, p.
Sermão pregado na dedicação da capela de Nª Srª da Bonança, folheto, Lisboa, 1847
Sobrinha do Marquês (A). Lisboa, Imprensa Nacional, 1848, 176 p.
Um Auto de Gil Vicente. Lisboa, 1842
Um noivado no Dafundo ou cada terra com seu uso cada roca com seu fuso: provérbio n'um acto. 1ª ed. Lisboa, Livraria de Viúva Marques & Filha, 1857, 22 p. (redac., Lisboa, 1847)
Viagens na Minha Terra, romance. Lisboa, Typ. Gazeta dos Tribunais, 1846, 2 v.
Intervenção em Publicações Periódicas
Toucador - Periódico sem política, dedicado às senhoras portuguesas. Lisboa, 1822 (direcção e redacção)
Heraclito e Demócrito. Lisboa, 1823
Português - Diário político, literário e comercial. Lisboa, 1826 – 1827 (direcção e redacção)
Cronista - Semanário de política, literatura, ciências e artes. Lisboa, 1827 (direcção e redacção)
Chaveco Liberal. Londres, 1829 (direcção e redacção)
Precursor. Londres, 1831
Português Constitucional. Lisboa, 1836 (direcção e redacção)
Entreacto, Jornal de Teatros. Lisboa, 1837 (fundação, direcção e redacção)
Jornal do Conservatório. Lisboa, 1841 (fundação)
Jornal das Belas-Artes. Lisboa, 1843 – 1846 (fundação)
Ilustração - Jornal Universal. Lisboa, 1845 – 1846 (fundação)
Cronologia.
1799 - João Baptista da Silva Leitão, nasce a 4 de Fevereiro no Porto.
1804-08 - Infância repartida pela Quinta do Castelo e a do Sardão, em Vila Nova de Gaia.
1809-16 - Partida da família para os Açores, antes que as tropas de Soult entrassem no Porto. Primeiras incursões literárias, sob o pseudónimo de Josino Duriense.
1818-20 - Matricula-se na Universidade de Coimbra, em Leis. Lê os escritores das Luzes e os primeiros românticos. Funda, em 1817, uma loja maçónica. Em 1818, primeira versão de "O Retrato de Vénus", que será acusada como sendo "materialista, ateu e imoral". Participa na Revolução vintista. Vem para Lisboa.
1822 - Dirige, com Luís Francisco Midosi, "'O Toucador', periódico sem política, dedicado às senhoras portuguesas". Casa com Luísa Midosi: Garrett tem 23 anos, ela 14...
1823-27 - Com a Vilafrancada, é preso no Limoeiro. Vai para o primeiro exílio em Inglaterra, Birmingham. Vive numa precária subsistência. Em 1824, está em França, no Havre. Escreve "Camões" e "Dona Branca". Em Dezembro, fica desempregado. Com a morte de D. João VI, em 1826, é amnistiado mas só regressa a Portugal depois da outorga régia da Carta Constitucional por D. Pedro.
1828 - D. Miguel regressa a Portugal. Garrett, que vê morrer uma sua filha recém-nascida, parte para o segundo exílio, em Inglaterra, Plymouth. Começa a escrever a "Lírica de João Mínimo".
1829 - Em Londres, é secretário de Palmela no governo exilado.
1830-31 - Edita o violento panfleto "Carta de Múcio Cévola ao futuro editor do primeiro jornal liberal em português", numa época marcada por duas crises de saúde graves.
1832 - Um ano de fogo: ao lado de Herculano e Joaquim António de Aguiar, parte em Janeiro, com a expedição de D. Pedro, integrando o corpo académico de voluntários. É o praça nº 72. Em Maio, é chamado para a secretaria do Reino junto de Mouzinho da Silveira, ministro da regência em S. Miguel. Integra em Junho a expedição que desembarca nas praias do Mindelo a 8 de Julho e, a 9, entra no Porto. Começa "O Arco de Santana". É reintegrado por Palmela e é nomeado por Mouzinho da Silveira para coordenar o Código Criminal e Comercial. É encarregue de várias missões diplomáticas, dissolvidas em 1993. Desabafa: "Se não sou exilado ou proscrito, não sei o que sou."
1833 - Regresso a Lisboa, depois de saber da entrada das tropas liberais. Secretário da comissão de reforma geral dos estudos cujo projecto de lei inteiramente redige.
1834 - Cônsul-geral e encarregado de negócios na Bélgica. Lê os grandes românticos alemães: Herder, Schiller e Goethe.
1835-40 - Separa-se da mulher por comum acordo. As nomeações, demissões e rejeição de cargos continua. Em 1836, colabora com o governo setembrista. Apresenta o projecto de criação do Teatro D. Maria II. Em 1837, é deputado por Braga, para as Cortes Constituintes. Em Novembro, nasce o primeiro filho de Adelaide Pastor - com quem começara a viver -, Nuno, que morre com pouco mais de um ano. 1838: enquanto continua a redigir leis, escreve "Um Auto de Gil Vicente". É nomeado cronista-mor do reino. Nasce o segundo filho de Adelaide, que também morrerá. Em 1840, é eleito por Lisboa e Angra na nova legislatura
1841-42 - Nascimento da sua filha Maria e morte de Adelaide Pastor com apenas 22 anos. Com a assinatura de Joaquim António de Aguiar (!), é demitido dos cargos de inspector dos teatros, de presidente do conservatório e de cronista-mor.
Em 1842, é eleito deputado e entra nas Cortes. Publica "O Alfageme de Santarém".
1843 - 17 de Julho: inicia a celebérrima viagem ao vale de Santarém que na está na origem de "As Viagens da Minha Terra". Escreve a sua outra obra-prima: "Frei Luís de Sousa".
1844 - Publica anonimamente uma autobiografia na revista "Universo Pitoresco". No Parlamento, reclama a reforma da Carta Constitucional e revela-se contra a pena de morte. Por ocasião dos acontecimentos de Torres Novas e das posições que defende, a sua própria casa é por três vezes assaltada e devassada pela polícia. Salvo de prisão certa e deportação, graças à imunidade diplomática que lhe concede o acolhimento do embaixador brasileiro. Morre nos Açores a única irmã, Maria Amália.
1845 - Aparece em capítulos, em Junho, na "Revista Universal Lisbonense", "Viagens na Minha Terra". É representada "Falar Verdade a Mentir", enquanto outra, "As Profecias do Bandarra" se estreia. Envolve-se na campanha eleitoral da oposição ao cabralismo. Morre outro irmão, Joaquim António.
1846 - Publica "Viagens na Minha Terra". Conhece Rosa Montufar, com quem tem uma ligação amorosa que se prolongará até ao ano da sua morte.
1847-50 - Anda escondido no auge dos episódios da Patuleia. Com o regresso de Costa Cabral ao executivo, é remetido ao ostracismo político. No ano seguinte, é representado "A Comédia do Marquês". Em 1849, desgostoso de amores, passa uma breve temporada em casa de Alexandre Herculano, à Ajuda. A política passa-lhe ao lado e cultiva a vida dos salões lisboetas. Protesta contra o projecto de lei de imprensa, a designada "lei das rolhas". Dedica-se com regularidade à compilação final do seu "Romanceiro".
1851-53 - Volta, intensamente, à vida política com o advento da Regeneração. Visconde - que pretende aceitar em duas vidas -, chegou a ministro, por cinco meses. Está na reforma da Academia Real das Ciências, redige o primeiro Acto Adicional à Carta, que discute na própria casa com os ministros. Em 1953, é criado um conselho dramático no D. Maria II, por decreto de 22 de Setembro, foi seu presidente, demitindo-se a pedido dos actores e dramaturgos. Começa a escrever o testamento.
1854 - Numa casa na Rua de Santa Isabel, morre, vítima de cancro de origem hepática. O seu biógrafo Francisco Gomes de Amorim escreve: "Eram seis horas e vinte e cinco minutos da tarde de sábado nove de dezembro de mil oitocentos e cinquenta e quatro."

Com esta salsifrada toda que vai por aí, ainda alguém tem dúvidas que o textinho necessita de obras profundas e urgentes? Agora é o próprio Presidente, que é contra revisões sistemáticas do texto constitucional, que decidiu recomendar certas alterações.

O avançado sul-africano do FC Porto, Benni McCarthy, criticou duramente os adeptos portistas por causa dos cânticos racistas que foram entoados contra os jogadores do Chelsea Didier Drogba e William Gallas. Em declarações ao London Evening Standard, o futebolista apelidou esta quarta-feira de «estúpidos» aqueles que tiveram esse comportamento durante o jogo da véspera da Liga dos Campeões.
«Na vida as pessoas têm de crescer um pouco e não percebo porque fazem esse tipo de barulhos. Eles fizeram isso, mas a nossa equipa também tem jogadores negros, por isso, sentimos igualmente isso», afirmou McCarthy.
O sul-africano disse que fica «zangado» quando os seus próprios apoiantes são capazes de ter esse tipo de comportamento.
No entanto, McCarthy tentou desvalorizar o caso registado terça-feira no Estádio do Dragão. «Existem muitas pessoas estúpidas no FC Porto, mas, se vamos fazer disto um grande assunto, as coisas ainda pioram mais», considerou.
Andam agitados os tempos lá para o Porto. O que vai fazer Pinto da Costa agora? Suspender o seu abono de família? Ou resignar-se a ter de suportar um jogador que chama estúpidos aos adeptos?
PSD e CDS, agora com a mãozinha de José Barroso continuam a proceder metodicamente ao pesquicídio nacional. Aina me lembro de ouvir Paulo Portas no Parlamento a denunciar o que o seu Governo faz agora. E com requintes de malvadez.

Houve um indiscutível alívio nacional e popular por Jorge Sampaio ter decidido pôr um ponto final na brincadeira de um Governo desastrado. Mas a forma inexplicavelmente baralhada e confusa como o fez está a dar capital de queixa à ainda maioria.
Não se percebe que o Presidente tenha posto o Primeiro-Ministro a anunciar a sua decisão. Não se percebe que tantos dias depois o Presidente não tenha dado uma explicação ao país. Não se percebe que não tenha informado o Presidente da Assembleia que lhe ia dissolver o orgão. Não se percebe que dissolva o Parlamento se a decisão é por causa do Governo. Não se percebe que tenha transformado uma decisão óbvia numa confusão política.
Por este andar ainda vamos ter eleições presidenciais antecipadas também...

Não se trata de nenhum filme de acção... Aconteceu hoje, na Tailândia. Este homem manteve uma criança de 9 anos como refém, numa rua de Banguecoque, durante quatro horas, antes de ser dominado pela polícia.
Crê-se que foi sob o efeito de drogas que Wantong Kota, de 45 anos, operário de construção civil, agiu contra a criança, exigindo apenas um automóvel. Tudo acabou em bem. A criança foi salva sem ferimentos, mas o sequestrador ia sendo linchado pela população que assistiu ao desenrolar do drama.
(Via RTP)
A 9ª sinfonia de Bethoven é considerada património mundial pela UNESCO.

Dario Fo, dramaturgo italiano, recebe o Prémio Nobel da Literatura.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu no Rio de Janeiro em 25 de Janeiro de 1927. Faleceu em New York, nos EUA, em 08 de Dezembro de 1994.
Um dom nato para um bate-papo, com seu jeito peculiar de dar suas opiniões - assim era Tom Jobim. Tinha nesses locais suas inspirações. Mas o que fez de Tom o maior representante da MPB na música mundial foi, com certeza, o brilhantismo pessoal, talvez o mesmo que o tornava o centro das atenções nas mesas dos bares. Tom desafinou a bossa nova, cantou o amor, o silêncio do namoro, a expressão dos olhares. Cantou Heloísas, Luízas, Lígias e Teresas.
Tom Jobim musicou de maneira real e imaginária o Brasil, os seus contrastes e a sua magia.
As populações de Vale da Mula, no distrito da Guarda e de Obispo, em Espanha, inauguram uma ponte que liga as duas localidades, construída à revelia das autoridades dos dois países.
A CEE e 64 países do chamado terceiro mundo assinam a Convenção de Lomé III.
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Greve geral na Hungria. É estabelecida a lei marcial. A URSS visitou a Hungria. A foto mostra o resultado da visita.

Entra em funcionamento o campo de concentração nazi de Chelmno, em Lodz, na Polónia. Só na primeira operação são mortas cinco mil pessoas.

Suicida-se a poetisa Florbela Espanca.

Poetisa portuguesa, natural de Vila Viçosa (Alentejo). Nasceu filha ilegítima de João Maria Espanca e de Antónia da Conceição Lobo, criada de servir (como se dizia na época), que morreu com apenas 29 anos, «de uma doença que ninguém entendeu», mas que veio designada na certidão de óbito como nevrose. Registada como filha de pai incógnito, foi todavia educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca, em Vila Viçosa, tal como seu irmão de sangue, Apeles Espanca, nascido em 1897 e registado da mesma maneira. Note-se como curiosidade que o pai, que sempre a acompanhou, só 19 anos após a morte da poetisa, por altura da inauguração do seu busto, em Évora, e por insistência de um grupo de florbelianos, a perfilhou.
Estudou no liceu de Évora, mas só depois do seu casamento (1913) com Alberto Moutinho concluiu, em 1917, a secção de Letras do Curso dos Liceus. Em Outubro desse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que passou a frequentar. Na capital, contactou com outros poetas da época e com o grupo de mulheres escritoras que então procurava impor-se. Colaborou em jornais e revistas, entre os quais o Portugal Feminino. Em 1919, quando frequentava o terceiro ano de Direito, publicou a sua primeira obra poética, Livro de Mágoas. Em 1921, divorciou-se de Alberto Moutinho, de quem vivia separada havia alguns anos, e voltou a casar, no Porto, com o oficial de artilharia António Guimarães. Nesse ano também o seu pai se divorciou, para casar, no ano seguinte, com Henriqueta Almeida. Em 1923, publicou o Livro de Sóror Saudade. Em 1925, Florbela casou-se, pela terceira vez, com o médico Mário Laje, em Matosinhos.
Os casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas, em geral, e a morte do irmão, Apeles Espanca (a quem Florbela estava ligada por fortes laços afectivos), num acidente com o avião que tripulava sobre o rio Tejo, em 1927, marcaram profundamente a sua vida e obra. Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela morreu em Matosinhos, tendo sido apresentada como causa da morte, oficialmente, um «edema pulmonar».
Postumamente foram publicadas as obras Charneca em Flor (1930), Cartas de Florbela Espanca, por Guido Battelli (1930), Juvenília (1930), As Marcas do Destino (1931, contos), Cartas de Florbela Espanca, por Azinhal Botelho e José Emídio Amaro (1949) e Diário do Último Ano Seguido De Um Poema Sem Título, com prefácio de Natália Correia (1981). O livro de contos Dominó Preto ou Dominó Negro, várias vezes anunciado (1931, 1967), seria publicado em 1982.
A poesia de Florbela caracteriza-se pela recorrência dos temas do sofrimento, da solidão, do desencanto, aliados a uma imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito. A veemência passional da sua linguagem, marcadamente pessoal, centrada nas suas próprias frustrações e anseios, é de um sensualismo muitas vezes erótico. Simultaneamente, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas, transbordando a convulsão interior da poetisa para a natureza.
Florbela Espanca não se ligou claramente a qualquer movimento literário. Está mais perto do neo-romantismo e de certos poetas de fim-de-século, portugueses e estrangeiros, que da revolução dos modernistas, a que foi alheia. Pelo carácter confessional, sentimental, da sua poesia, segue a linha de António Nobre, facto reconhecido pela poetisa. Por outro lado, a técnica do soneto, que a celebrizou, é, sobretudo, influência de Antero de Quental e, mais longinquamente, de Camões.
Poetisa de excessos, cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina (em que alguns críticos encontram dom-joanismo no feminino). A sua poesia, mesmo pecando por vezes por algum convencionalismo, tem suscitado interesse contínuo de leitores e investigadores. É tida como a grande figfigura feminina das primeiras décadas da literatura portuguesa do século XX.
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
em " Charneca em Flor" 1930 em "Sonetos",
Pub. Europa-América, pp.112

Adolfo Hitler publica o Mein Kampf na Alemanha.
Os bolcheviques tomam a Estónia.

Revolta militar em Portugal. Sidónio Pais assume a chefia do Governo e impõe um regime de ditadura. Afonso Costa, Primeiro-Ministro, é preso. Bernardino Machado, Presidente da República, é destituído.

D. João V funda a Academia Real de História.
Antigamente era hoje o Dia da Mãe.
... com o excelente A Revolta das Palavras, de José António Barreiros? Não consigo aceder.
Esta entrada do CAA só surpreende quem não o conhece. O problema é que meio país anda a incendiar outro meio. Evidentemente que as turbas que proclamam querer ver Lisboa a arder devem andar ocupadas com outras coisas. Afinal, o que é que está a arder?

Só agora reparo que o amigo Nuno distinguiu o Tomarpartido como o blogue direitista do ano. Agradeço o prémio. A minha curiosidade é o que é o prémio. Uma estatueta? Um almocito? Estou ao dispôr...
Entrada 3.000. Quando não damos pelo tempo a passar, é sinal de que o passamos bem.

É inaugurado o metro do Porto.
O Parlamento francês aprova a prisão perpétua para violadores e assassinos de crianças.

Morre o escritor cubano Reinaldo Arenas, autor de Antes que Anoiteça.
As delegações de 107 países do GATT, Acordo Geral de Tarifas e Comércio, abandonam Bruxelas, gerando um impasse de quatro anos nas negociações de tarifas nas trocas comerciais entre a Europa e os EUA.

Morre o músico norte-americano Roy Orbison, com 52 anos.
Morrem 25.000 pessoas num sismo na Arménia.

Morre o poeta e romancista britânico Robert Graves.

Reeleição de Ramalho Eanes para o segundo mandato como Presidente da República.
Portugal corta relações com a Indonésia perante a invasão de Timor-Leste.

Concílio Vaticano II: é aprovada a declaração sobre liberdade religiosa que põe fim ao litígio entre as Igrejas Católoca Romana e Ortodoxa.

O Japão ataca a base naval norte-americana de Pearl Harbour, no Hawai. Os EUA entram na II Guerra Mundial.

Nasce Mário Soares, em Lisboa.
Os EUA declaram guerra à Áustria, na I Grande Guerra.
Concerto inaugural da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque.

Abre a Royal Opera House, em Covent Garden, Londres; o palco de Georg Friedrich Handel.

2004 é ano de atentado. A queda do Cessna que transportava Sá Carneiro foi motivada pelo rebentamento de um engenho explosivo, de acordo com a conclusão da súmula do relatório da VIII Comissão de Inquérito sobre Camarate.
Não se tratou de um acidente, mas de um "acto de sabotagem", é o que diz o relatório da comissão multidisciplinar de peritos, depois de analisado todo o processo da tragédia de Camarate.
Diz a comissão que a causa da queda da aeronave a 4 de Dezembro de 1980 encontra-se "não em razões acidentais mas no rebentamento - e correpondente consequências - de um engenho explosivo que incapacitou a aeronave e/ou os seus tripulantes".
"Não só não se encontra qualquer indício que permita filiar tal rebentamento em qualquer anomalia dos equipamentos de bordo, como se consegue compatibilizar todo um conjunto de indícios reveladores de ter sido essa a causa adequada e necessária do rebentamento", lê-se no documento apresentado pelo presidente da comissão de inquérito, o líder parlamentar do CDS Nuno Melo.
O PSD, através do deputado Luis Campos Ferreira, já exigiu que as autoridades judiciais avancem para um julgamento e apuramento de responsabilidades.
Ano sim, ano não, temos atentado. Ano sim, ano não, temos acidente. Camarate é um caso em que pura e simplesmente o Estado sai de rastos.
O Tomarpartido fez anos no dia 4. Foram muitos os amigos que o felicitaram. Aqui agradeço expressamente ao João, à Margarida, ao Francisco, ao António, ao Zé, ao André, ao CAA, ao CL, ao Zeca, ao Pedro, ao Nuno, ao Raul, ao LA e ao Clark e à Sónia. E espero obviamente continuar também a poder lê-los.
É a notícia de hoje do Público, de que o CDS desconfia de Santana Lopes. Formaram Governo com ele e agora descobriram que não é de confiança? Uns ingratos estes CDS's.
... que a crise política impeça os portugueses de se pronunciarem sobre a Constituição europeia em referendo. Sabemos que todos os pretextos têm sido historicamente usados para impedir um referendo a sério sobre o futuro da Europa em Portugal. Mas chega. Já agora: este senhor, que se baldou com a força toda, como se diz em linguagem popular, aos seus compromissos nacionais, o melhor que tem a fazer agora é não se meter onde não é chamado!

O Democracia Liberal tem uma nova Direcção. Reconhecendo o excelente trabalho feito pelo Jorge Pereira da Silva, que acaba de abraçar um novo projecto profissional na área da comunicação social, felicito a nova Direcção e estou certo de que farão um excelente trabalho. Força João, António, Ana e Diogo.
A vila de Sintra e a paisagem circundante é declarada património mundial, por decisão dfa UNESCO.

demite-se o Presidente da RDA, Egon Krenz.
Explodem 14 petardos em Lisboa, barreiro, seixal, Cacilhas e Setúbal, com panfletos das FP 25 de Abril.
Morre a escritora e pedagoga Maria Lamas, com 90 anos.
A Espanha aprova em referendo a Constituição democrática.

Morre no exílio João Goulart, antigo Presidente do Brasil, derrubado por um golpe militar.
É aprovado o Plano de Rega do Alentejo, que conduzirá ao projecto da barragem do Alqueva.
A França e a Alemanha de Hitler assinam o pacto de inviolabilidade de fronteiras.

Desvenda-se a grande burla. É preso Alves dos Reis, acusado de lançar em circulação notas falsas de 500 escudos.
É abolida a escravatura nos EUA, com a aprovação da 13ª emenda à Constituição.

Surge a primeira edição da Enciclopédia Britânica.

D. João I apunhala o conde Andeiro. Começa a Revolução de 1383-1385.

Morre D. Afonso Henriques, em Coimbra.

O centro histórico do Porto passa a apatrimónio mundial por decisão da UNESCO.
O Reino Unido abandona a UNESCO.
É aprovada a instituição de um Sistema Monetário Europeu a aprtir de 13 de Março de 1979.

Morre o compositor Wolfgang Amadeus Mozart, com 35 anos.

Morre o compositor norte-americano Frank Zappa.

Álvaro cunhal abandona a liderança do PCP, que exercia há 30 anos, com 79 anos de idade.
O barco d epesca luso-guineense Bolama desaparece ao largo da costa portuguesa com 28 pessoas a bordo.


O Primeiro-Ministro Francisco Sá Carneiro, o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e seus acompanhantes morrem com a queda de um Cessna onde viajavam para o Porto, em circunstâncias ainda hoje por apurar.
É constituída a SEDES, Associação para o Desenvolvimento Económico e Social.

É aprovada a Convenção Europeia dos Direitos do Homem, que Portugal ratificou apenas depois do 25 de Abril e mesmo assim com reservas devido a várias cláusulas socialistas da Constituição.
O Senado norte-americano aprova a entrada dos EUA na ONU.
É proclamado o reino sérvio-crota-esloveno da Juguslávia.

George Eastman regista a camara Kodak.

É lançado o jornal britânico The Observer, o mais antigo semanário ainda hoje publicado.

Hoje, o Tomarpartido faz anos. Agradeço os 2095 comentários e as 57.555 visitas. Espero continuar a corresponder.
A Camara de Lisboa já está a afixar cartazes em Lisboa a dizer que vai acabar o túnel do marquês e que alguém que não identifica não queria. Os comentários na rua, que eu ouvi, se chegassem aos ouvidos dos Paços do concelho, determinariam a imediata retirada dos painéis. É caso para dizer: Santana passa, os cartazes ficam. E nós a pagar.
O sítio do PSD está a fazer uma consulta on line sobre se os militantes do partido acham bem ou mal a decisão presidencial de dissolver a Assembleia. Resultados às 20.30 horas: 56,79% acham bem e 43,21% acham mal.

No Verão, o Presidente da República não quis decidir pelas eleições. Preferiu Santana Lopes, sem necessidade. Fez mal. Muitos previram o que ia dar a solução Santana Lopes. Portugal perdeu quatro meses.
Se tem tomado a decisão certa, já teríamos feito as eleições, já teríamos um novo Governo com plena legitimidade eleitoral e estaríamos certamente sem engulhos orçamentais.
Não foi assim. Por falta de firmeza política na hora em que mais precisa era, Portugal teve de suportar um Governo medíocre, e vai pagar mais o custo do adiamento. Como se já não bastasse a crise económica e social, temos de arcar também com o custo do adiamento de uma solução que era, via-se já no Verão, inevitável.
A grande crise que o país atravessa é de liderança.

Gravuras rupestres de Foz Côa são declaradas património mundial pela UNESCO.
Termina a guerra dos Balcãs, contra a Turquia.

É fundado em Itália o Torino Calcio.

O Presidente da República decidiu desencadear o processo constitucional no sentido de proceder à dissolução da Assembleia da República. Cai por arrasto o pior Governo que Portugal teve desde o gonçalvismo. Um Governo que, desde que se gerou até cair redondo no chão, não acertou uma.
Seria fastidioso enumerar os fait divers, os erros, as trapalhadas, os conflitos e as desconfianças que atravessaram os penosos cento e trinta e oito dias que durou a regência de Santana Lopes, apontada pelo Eng. Belmiro Azevedo.
Com requintes de malvadez, o Presidente da República fez com que fosse o próprio Primeiro-ministro a anunciar a sua queda.
Portugal enfrenta agora uma crise política e institucional em cima da crise económica e social que já tinha. Graças à fuga de Durão Barroso, a uma coligação desastrosa que governou muito mal por responsabilidade de Durão Barroso, Paulo Portas e Santana Lopes, graças finalmente a um Governo sem sentido nem estratégia.
A verdade é que a decisão presidencial arranjou um grande sarilho. Para corrigir a decisão errada do Verão, o Presidente da República precipitou o país numa situação imprevisível. O PS acha cedo para eleições, pois ainda não chegou às tais fronteiras novas que já não se viam desde Kennedy.
O CDS tenta lavar as mãos como Pilatos, mas o mal colou-se-lhe ao corpo, não há pose postiça que lhe valha e tentará desesperadamente salvar a pele a qualquer custo. É impossível esquecer os desastres na Justiça, o deus-dará nas Finanças e muitas outras peripécias que não raro confundiram com políticas.
Portugal vai entrar num ciclo eleitoral infernal, onde o referendo à Constituição europeia de que já ninguém fala, desapareceu do calendário mais a sua insultuosa pergunta. Vai-se a ver e um dia destes ainda descobrimos que ninguém estava no Governo quando a dita Constituição foi assinada, ninguém elaborou a pergunta insultuosa e ridícula que nos queriam fazer e que, a bem dizer estes últimos dois anos e meio não passaram de um pesadelo.
O descrédito que se abateu sobre os políticos é talvez o mais profundo de sempre. No fundo, a situação em que os portugueses se encontra resulta de três factores simples: da fuga de Durão Barroso para Bruxelas, de uma maioria incompetente e da correcção de uma decisão errada do Presidente da República.
O país? Ora…
Chegaram uns zuns-zuns de que o fiel, leal e competente parceiro de coligação já está a tentar chegar às boas com o PS para safar o pós-eleições. Não perdem um minuto a mudar de parceiro...
Por mim acho precipitado dar por adquirido que PSD e CDS vão concorrer às próximas eleições separadamente.
A Aliança Democrática vence as eleições legislativas.
É fundado o jornal Diário Ilustrado.
É inaugurado o aeroporto de Pedras Rubras, hoje Francisco Sá Carneiro.


Organizava as manifestações do 1º de Dezembro, que desciam a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a sua liberdade e a sua independência. Hoje, mais do que nunca é-lhe devida uma homenagem. Por nunca ter calado. Por nunca ter desistido. Por nunca ter vergado.

Acaba de cair o Governo com mais pessoal da Universidade Moderna por gabinete quadrado!
Evidentemente estes homes não se conhecem, nunca tendo sido sequer apresentados...

Ouvi ontem estupefacto a intervenção em directo na SIC Notícias de António Guterres. Disse ele que era um pantâno destes que quis evitar quando se demitiu após a estrondosa derrota do PS nas autárquicas de 2001. Ficámos a saber que para o próprio, António Guterres e Santana Lopes são iguais! Os sinais, aliás, abundam. Lembram-se de Manuela Arcanjo? Fez de Henrique Chaves.
Representantes de 170 países reúnem-se em Quito, no Japão, na 3ª Conferência de signatários da Convenção sobre as Mudanças Climáticas.
Proclamação da República Popular do Laos.
Independência da República Centro-Africana.

Inaugurado em Lisboa o Estádio da Luz. No jogo inaugural o F.C.Porto ganhou ao Benfica, retribuindo o Benfica a amabilidade na inauguração do Estádio das Antas.

É fundado no Porto o Primeiro de Janeiro.

Quem foi D. João IV?
Filho de D. Teodósio, duque de Bragança e de D. Ana Velasco, casou em 1633 com D. Luísa de Gusmão, espanhola da casa de Medina Sidónia.
Já em 1638, os conjurados da Revolução de 1640 tinham procurado obter a aceitação de D. João para uma revolta contra Espanha. Mas as hesitações, ou cautelas, do duque fizeram levantar a hipótese de se conseguir o regresso do infante D. Duarte, solução que falhou, tendo-se mesmo encarado a instauração de uma república, nos moldes da das Províncias Unidas.
A verdade é, que depois da sua aclamação como rei a 15 de Dezembro de 1640, todas as hesitações desapareceram e D. João IV fez frente às dificuldades com um vigor que muito contribuiu para a efectiva restauração da independência de Portugal. Da actividade global do seu reinado, deveremos destacar o esforço efectuado na reorganização do aparelho militar - reparação das fortalezas das linhas defensivas fronteiriças, fortalecimento das guarnições, defesa do Alentejo e Beira e obtenção de material e reforços no estrangeiro; a intensa e inteligente actividade diplomática junto das cortes da Europa, no sentido de obter apoio militar e financeiro, negociar tratados de paz ou de tréguas e conseguir o reconhecimento da Restauração; a acção desenvolvida para a reconquista do império ultramarino, no Brasil e em Africa; a alta visão na escolha dos colaboradores; enfim, o trabalho feito no campo administrativo e legislativo, procurando impor a presença da dinastia nova.
Quando morreu, o reino não estava ainda em segurança absoluta, mas D. João IV tinha-lhe construído umas bases suficientemente sólidas para vencer a crise. Sucedeu-lhe D. Afonso VI, seu segundo filho.
Ficha genealógica:
D. João IV nasceu em Vila Viçosa, a 19 de Março de 1604 e morreu em Lisboa, a 6 de Dezembro de 1656, tendo sido sepultado no Mosteiro de S. Vicente de Fora. Era filho de D. Teodósio II, 7 ° duque de Bragança, e de sua mulher, D. Ana de Velasco. Do seu casamento, celebrado em 12 de Janeiro de 1633, com D. Luísa Francisca de Gusmão, que nasceu em San Lucar de Barrameda, a 13 de Outubro de 1613, e morreu em Lisboa a 27 de Outubro de 1666, filha do 8 ° duque de Medina-Sidónia, D. Juan Manuel Pérez de Guzman, e da duquesa D. Joana de Sandoval, nasceram:
1. D. Teodósio, que nasceu em Vila Viçosa a 8 de Fevereiro de 1634 e morreu em Lisboa, a 13 de Maio de 1653. Foi 9 ° duque de Bragança e príncipe do Brasil, em 1645;
2. D. Ana, que nasceu em Vila Viçosa, a 21 de Janeiro de 1635 e morreu no mesmo dia; estando enterrada no Convento das Chagas daquela vila;
3. D. Joana, que nasceu em Vila Viçosa a 18 de Setembro de 1635 e morreu em Lisboa, a 17 de Novembro de 1653; sepultada no Mosteiro dos Jerónimos e mais tarde trasladada para o Mosteiro de S. Vicente de Fora;
4. D. Catarina, que nasceu em Vila Viçosa, a 25 de Novembro de 1638 e morreu em Lisboa, a 31 de Dezembro de 1705. Foi sepultada no Mosteiro dos Jerónimos e mais tarde trasladada para o Mosteiro de S. Vicente de Fora. Foi rainha de Inglaterra pelo seu casamento, em 1661, com o Carlos II, rei de Inglaterra, que morreu em 16 de Fevereiro de 1685;
5. D. Manuel, que nasceu em Vila Viçosa, a 6 de Setembro de 1640 e faleceu no mesmo dia, tendo sido sepultado no Convento de S. Francisco daquela vila;
6. D. Afonso VI, que herdou a coroa;
7. D. Pedro II, que sucedeu ao precedente;
Teve D. João IV uma filha ilegítima, de mãe desconhecida:
8. D. Maria, que nasceu em Lisboa, a 30 de Abril de 1644, e morreu em Carnide, a 7 de Fevereiro de 1693, no Convento de S. João dos Carmelitas Descalços. Foi reconhecida pelo progenitor, o qual lhe fez mercê das vilas de Torres Vedras e Colares e dos lugares de Azinhaga e Cartaxo, tendo-se dado à vida religiosa.
Fontes:
Joel Serrão (dir.)
Pequeno Dicionário de História de Portugal,
Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976
Joaquim Veríssimo Serrão
História de Portugal, Volume V: A Restauração e a Monarquia Absoluta (1640-1750),
Lisboa, Verbo, 1980

Proclamação da restauração da independência de Portugal, apó 60 anos de domínio castelhano. Hoje a data reassume novo significado. As elites decadentes acabam de entregar Portugal nas mãos de um super-Estado federal europeu sem terem perguntado ao povo se queriam perder a independência. As mesmas elites fracas que conduzirem o país a uma das piores crises de descrença e desânimo da sua história. Aproveitemos o significado da data e as dificuldades do presente para reerguer Portugal.