fevereiro 15, 2006

O TERRORISMO PORTUGUÊS

Era quase noite. Gaspar Castelo Branco, director-geral dos Serviços Prisionais, percorria o passeio rumo a sua casa, na Lapa, onde o aguardavam a família e amigos para jantar. Quase defronte da sua residência, este funcionário superior é assassinado com um tiro na nuca. O crime é reivindicado pelas Forças Populares 25 de Abril (FP-25) através de telefonemas anónimos para a Rádio Comercial e as investigações da Polícia Judiciária (PJ) depressa concluem que a bala pertencia a uma arma anteriormente utilizada em acções da organização terrorista. Este crime aconteceu há precisamente 20 anos.

(Público de hoje)

A produtividade do terrorismo português foi a seguinte: morreram 18 pessoas, 66 atentados bombistas e 99 assaltos. A organização reivindicou a autoria de crimes de sangue contra vários agentes de segurança, empresários conotados com a direita, um recém-nascido e o director-geral dos Serviços Prisionais.

Em 1996 todos os que ainda estavam presos foram amnistiados. Graças a uma Lei da Assembleia da República pedida por Mário Soares e votada pela maioria de esquerda PS-PCP.

É preciso ter memória. O crime compensou.

Publicado por Jorge Ferreira em fevereiro 15, 2006 11:48 AM
Comentários

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Afixado por: jyfjxtrtt em março 2, 2006 09:51 AM

Eventualmente não foram crimes.
Pois se houve medalha no fim...

Afixado por: AT em fevereiro 15, 2006 03:22 PM
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