Era quase noite. Gaspar Castelo Branco, director-geral dos Serviços Prisionais, percorria o passeio rumo a sua casa, na Lapa, onde o aguardavam a família e amigos para jantar. Quase defronte da sua residência, este funcionário superior é assassinado com um tiro na nuca. O crime é reivindicado pelas Forças Populares 25 de Abril (FP-25) através de telefonemas anónimos para a Rádio Comercial e as investigações da Polícia Judiciária (PJ) depressa concluem que a bala pertencia a uma arma anteriormente utilizada em acções da organização terrorista. Este crime aconteceu há precisamente 20 anos.
(Público de hoje)
A produtividade do terrorismo português foi a seguinte: morreram 18 pessoas, 66 atentados bombistas e 99 assaltos. A organização reivindicou a autoria de crimes de sangue contra vários agentes de segurança, empresários conotados com a direita, um recém-nascido e o director-geral dos Serviços Prisionais.
Em 1996 todos os que ainda estavam presos foram amnistiados. Graças a uma Lei da Assembleia da República pedida por Mário Soares e votada pela maioria de esquerda PS-PCP.
É preciso ter memória. O crime compensou.
Publicado por Jorge Ferreira em fevereiro 15, 2006 11:48 AMnhdhhdfyghgsjdbrtgsisdugdf
Afixado por: jyfjxtrtt em março 2, 2006 09:51 AMEventualmente não foram crimes.
Pois se houve medalha no fim...